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Onde se decidiu o apuramento de Portugal?

Não foi um passeio. O caminho do apuramento para o Euro 2020 ou Mundial 2022 transformou-se, nos últimas décadas, da estrada estreita (onde só cabia, muito poucos) que era, numa via rápida, autoestrada mesmo (em que até já entram quase todos da linha média).

Onde se decidiu o apuramento de Portugal?

Mesmo assim, as dificuldades aparecem onde menos se esperam. Portugal não tinha um grupo fácil (embora tendo sempre, no pior dos cenários, o conforto do play-off garantido, tal como a Sérvia).

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A forma como entramos causou, no entanto, apreensão e depois dúvidas demais. A Ucrânia empatou o primeiro jogo montando uma trincheira defesa com inteligência de posicionamento em bloco-baixo e escudada num grande guarda-redes (Pyatov) que ainda cresceu mais naquele jogo. Empataram 0-0 e negaram golos feitos.

As maiores preocupações vieram quando empatamos outa vez logo o jogo seguinte com a Sérvia, em casa novamente.

Porque, nesse jogo, os sérvios não só defenderam, souberam ter a bola para o contra-ataque, tiveram tempo para a técnica dos seus aristas ofensivos e quase ganhavam. Estava aqui o principal perigo. A Sérvia.

O jogo-chave: na Sérvia

Por isso, embora tenhamos todos ainda na cabeça o jogo mais recente no Luxemburgo, aquele que foi mesmo decisivo na batalha na atmosfera infernal sérvia. Tínhamos de ser fortes, sobretudo mentalmente e aproveitar por onde, em geral, as seleções sérvias caem nestes momentos.

É no facto de, em casa, com o seu público a exigir o máximo a atacar, perderem-se tacticamente a defender nas transições ataque-defesa. Perdem a bola na frente e, em geral, perdem equilíbrio atrás. Portugal teria espaço para os contra-ataques.

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Assim foi, mas só na segunda-parte quando após chegarmos a ganhar (num lance fortuito) ao intervalo, os sérvios adiantaram-se demais no relvado, pressionaram muito Portugal, exigiram o máximo da nossa resistência atrás e, quando vimos as tais aberturas de contra-ataque, surgimos na frente com a técnica superior dos nossos avançados a fazer a diferença.

Ganhamos 2-4 e, a partir dai, mesmo perdendo na Ucrânia (que foi, no plano da regularidade exibicional e consistência de jogo, a melhor equipa do grupo) os obstáculos para chegar diretamente á fase final do Euro, eram a Lituânia e Luxemburgo.

A Final na “TV Rural” do Luxemburgo

Depois das goleadas sem sombra de pecado ao frágil onze lituano, fez-se do jogo do Luxemburgo uma Final que custava ver com tanto dramatismo porque, por mais que tentássemos “engordar” o onze luxemburguês (que, é verdade, está melhor do que tempos passados), ele continua muito distante de poder assustar Portugal.

Antes de os ver, porém, assustamo-nos com o relvado, ou espécie de relva com tufos de terra aos saltos por entre buracos sucessivos. Tinamos de jogar mesmo “pelo meio das batatas”, numa espécie de “TV rural futebolística” atípica para o futebol moderno.

O Luxemburgo assustou, porém, não só por saber se adaptar-se melhor ao terreno. Também tem bons jogadores, como o médio nº10 Thill que organiza e conduz a bola com muita classe, enquanto na frente, Gerson Rodrigues, luxemburguês do Pragal (!) tem velocidade e técnica. Demoramos a perceber o jogo, o terreno e o adversário.

As constantes mudanças de posição de Bruno Fernandes, Pizzi e Bernardo Silva não ajudavam a definir uma zona de pressão (para recuperar a bola, onde tínhamos de ter mais agressividade) e, depois de ter a posse saber que não podíamos circular a bola como fosse num tapete, mas tínhamos de verticalizar mais rapidamente para meter a bola na frente. E assim foi.

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Estávamos a ficar com o coração apertado com um 0-0 mais de ameaça do que esperança junto ao fim da primeira parte, quando se provou que o talento encontra sempre uma saída.

Bernardo Silva veio buscar a bola cá atrás, dentro do corredor central, como º10 livre construtor que jogou (em vez da prisão da faixa direita onde o metem para depois fazer diagonais umas atrás das outras) e fez um passe teleguiado que ultrapassou todo o meio-campo (e jogadores lá plantados a defender) isolando Bruno Fernandes.

Melhor que o passe só depois, então, a recepção. Bruno Fernandes mesmo nessa terra revolta, recebeu a bola com o exterior da bota e deixou-a a deslizar para um remate que, numa palavra, disse como éramos melhores com a bola.

E são essas equipas (as que “falam” melhor com a bola e a tratam com carinho) que merecem mais ganhar.

A “gestão” e o golo de Jota (perdão, Ronaldo)

A segunda parte foi em “modo de gestão”. A certo ponto temi que fosse até demais e o jogo como que adormecesse. Temi uma bola perdida a entrar na nossa área. Mas não.

Escapamos ilesos a qualquer acidente e perto do fim, Ronaldo mesmo com a bola já quase a atravessar a linha de golo, deu o toque para o definitivo 0-2! Apuramento confirmado e sorriso meio tímido de Jota que se estreava na seleção e que por instantes viu que esse momento mágico da sua carreira ia ser celebrado com um golo.

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Era ele que tinha feiro o remate de golo mas… chegou Ronaldo pelo meio e meteu na baliza o que faltava da bola. Era também o que faltava para o nosso apuramento.

Terei tempo para falar do que pode ser Portugal na fase final mas, face á nossa força mental somos candidatos a chegar ás meias-finais e a parir dai tudo é possível.

Pelas questões defensivas, já não digo a mesma coisa. É onde temos de trabalhar mais no afinamento do nosso processo de jogo. A atacar, a inspiração e qualidade técnica resolve qualquer problema. Mais Ronaldo, claro!

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