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Os dois empates de Portugal

Dois empates em dois jogos são apenas dois resultados.

Não são, por si só, suficientes para uma conclusão sobre a substância exibicional do momento da seleção portuguesa.

Em ambos os jogos, contra Ucrânia e Sérvia, cada qual com as suas circunstâncias tácticas e confrontos específicas, Portugal esteve sempre mais perto do golo, criou mais oportunidades e foi a equipa ofensivamente mais perigosa, mas nunca teve o nível exibicional (em termos de consistência e coerência de jogo) já exibido no ciclo do Fernando Santos.

Vagueando, ora por opção inicial, ora por mudança estratégica ou forçada no decorrer do jogo, o 4.3.3 e o 4.4.2, o mais perturbante foi sentir que na abordagem a estes dois jogos existiam mais dúvidas do que certezas para a forma de jogar da seleção portuguesa (sistemas e estratégia).

É difícil ver hoje Ronaldo com o mesmo poder de explosão de outrora a partir da esquerda (como na primeira parte com a Ucrânia) pelo que fez mais sentido vê-lo junto com Dyego Sousa em dupla na frente de ataque (como contra a Sérvia, numa fórmula ofensiva semelhante como que joga na Juventus com Mandzukic).

Os dois empates de Portugal

A sua lesão, porém, travou a dinâmica que Fernando Santos trazia para atacar a Sérvia. Ao voltar ao 4.3.3 (com Pizzi) a equipa passou a depender mais dos impulsos individuais de Bernardo Silva, quando o seu jogo tem de ter uma lógica mais colectiva.

Pelos episódios (os penaltys por marcar) os resultados podiam ter sido diferentes mas a base da construção de uma vitória atendendo a qualidade da seleção portuguesa tem de estar muito acima disso.

Há uma forma de jogar e o mais importante é respeitar essa forma de jogar. A ansiedade em que caiu na segunda parte do jogo com a Sérvia foi espelho das tais dúvidas táctico-estratégicas iniciais .

O enorme Holanda vs Alemanha

A reconstrução da Alemanha e o renascimento da Holanda. Em processos diferentes, era um grande clássico do futebol mundial que marcava o desejo de abrir uma nova era nestes dois grandes países de futebol.

O grande jogo que se disputou provou a forma como essas duas seleções buscam criar novas referências dentro da suas seleções.

Low, selecionador germânico, assume mesmo conflitos com jogadores sagrados como Müller, Hummels e Boateng (afastados) lançando um sistema de três defesas chefiado a meio-campo pela dupla Kimmich-Kroos.

Eles serão as novas referências de qualidade no domínio do meio-campo com Kimmich a marcar a mudança de liderança geracional na condução de bola desde trás em construção, ficando soltos na frente os jovens criativos Gnabry-Sane. Uma nova ideia de jogo que explodiu na primeira parte frente à Holanda.

O onze laranja refaz a sua equipa com base nos novos talentos do Ajax e PSV. Lança Depay como falso 9 e monta, em 4.3.3, um meio-campo com saber táctico (De Roon-Wijnaldum) chefiado por um médio construtor que pode começar a nº6 e acabar adiantado a fazer o último passe, De Jong, ficando atrás com De Ligt , 19 anos, e o gigante Van Dijk, 1,92 m , a chefiar a defesa.

Num jogo de domínio alternado, a Holanda conseguiu virar jogo o resultado (de 0-2 para 2-2) na segunda parte quando afinou as marcações aos mais perigosos jogadores alemães. Não falo, porém, nos avançados. Falo na tal referência de construção. É o futebol táctico moderno.

Em vez de marcar em cima um ponta de lança adversário, o segredo pode estar em marcar o seu pivô defensivo que estava a fazer sem oposição a saída de bola. Assim foi. Na segunda parte passou a ter De Roon em cima dele e a Holanda passou a controlar o meio-campo. Jogou melhor e empatou.

Tudo teria acabado assim se não fosse a velha máxima futebolística que prova como, a este nível, os alemães não tem estados de alma.

Já em tempo de descontos, quando o 2-2 parecia já tacticamente no “congelador”, a Alemanha meteu uma segunda velocidade de triangulação e com a diagonal de um… lateral, Schulz, fez o 2-3. Um golo a mais num jogo que mostrou duas seleções com expressões renascidas e/ou reconstruídas. Grande futebol!

Como cresceu tanto Raheem Sterling?

A evolução da sua forma de jogar não o tornou mais rápido e habilidoso.

Tornou-o mais sábio no controlo da mudança de velocidade (com drible e pausa incluídos) e melhor tomada de opções (passe, desmarcação ou remate). Sterling passou do criativo individualista para um jogador desequilibrador de equipa.

Uma evolução /transformação guiada por Guardiola desde que o apanhou no Manchester City e foi transportado esta semana para a seleção inglesa onde jogando solto a partir de uma faixa (preferencialmente a direita) dinamitou, com golos, triangulações e passes, as defesas da República Checa e Montenegro.

A construção do conhecimento de jogo de um jogador é um processo constante. Não se torna melhor tecnicamente mas aprende a usar melhor a técnica. E cresce nas movimentações tácticas para explorar melhor os espaços.

Este crescimento de Sterling é dos melhores exemplos no mundo do futebol nos últimos anos. Basta comparar com o que ele era antes dos ensinamentos de Guardiola.

Sem as atuais bases do jogo poderia continuar a fazer boas jogadas (inventando lances de golo) mas não teria a influência colectiva no jogo como tem agora na total dimensão do que faz a equipa. É o princípio da evolução da qualidade do jogo de Sterling.

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