À entrada para a nova edição da Liga Portuguesa, os holofotes mais cintilantes da imprensa e da opinião pública recaíam sobre o FC Porto, campeão nacional em título, e o Benfica, autor de um investimento histórico. A verdade é que, à entrada para a 7.ª jornada, o líder da classificação é o Sporting de Rúben Amorim, que tem dado sinais de um crescimento firme, que faz os adeptos sonharem com o título.

A NOTÁVEL INFLUÊNCIA DE PEDRO GONÇALVES NA PRIMEIRA LIDERANÇA ISOLADA DOS ÚLTIMOS 4 ANOS

Se prémio de MVP (Most Valuable Player, comumente utilizado nos desportivos americanos para destacar o jogador com maior influência em campo) houvesse no futebol português, claramente que a distinção nos últimos jogos do Sporting iria para Pedro Gonçalves.

O médio pelo qual a SAD verde-e-branca desembolsou cerca de seis milhões de euros por 50% do passe, que trocou Vila Nova de Famalicão por Alvalade no último mercado de transferências, teve participação direta em oito dos últimos 11 golos marcados pela equipa do Sporting.

A atirar com sucesso à baliza adversária há três jogos consecutivos, Pedro Gonçalves teve enorme influência no triunfo trazido pelo Sporting da visita ao Açores, contra o Santa Clara, ao seu autor dos dois golos na vitória por 2-1.

Contra o Gil Vicente, o médio que veste a pele de avançado interior neste Sporting carimbou o triunfo por 3-1, já em cima do apito final, acabando por participar com mais um “bis” na goleada do último fim-de-semana, contra o Tondela (4-0).

Se há que tirar o chapéu às exibições do jovem internacional português sub-21, que certamente começa a chamar a atenção de Fernando Santos, não menos crédito merece Amorim.

O treinador que deslocou o jogador também conhecido por Pote do miolo (no Famalicão jogou quase sempre como “6” de construção e “8”) para a ala esquerda do ataque do seu 3x4x3, o que faz com que o jogador de 22 anos apareça frequentemente em zonas de decisão, a finalizar e a assistir para golo.

O Sporting volta a entrar em campo no próximo sábado, com um grande teste à sua capacidade, ao defrontar o Vitória Sport Clube, em Guimarães, para a 7.ª jornada da Liga NOS.

Na Betano, com odds de 2.25 para a sua vitória, os “leões” são favoritos… mas não muito.

3x4x3, O SISTEMA DO QUAL AMORIM NÃO ABDICA

3x4x3, O SISTEMA DO QUAL AMORIM NÃO ABDICA

Para o bem e para o mal, o sistema com três centrais que parece estar a tornar-se cada vez mais moda no futebol europeu – e, muito particularmente, no campeonato português – estará com Rúben Amorim para a vida e para a morte.

Até à data, o Sporting já passou por situações em que teve de correr mais riscos para ir atrás do prejuízo (com o FC Porto e o Santa Clara) e por outras onde a prioridade é segurar vantagens.

Em comum aparece o sistema de 3x4x3 (que pode ser readaptado para um 3x5x2), onde apenas mudam algumas nuances na dinâmica em virtude do momento que o jogo pede a Amorim, que muitas vezes desloca Nuno Mendes (peça fundamental na ala esquerda) da lateral para a posição à esquerda nos três defesas, quando procura arriscar mais.

PALHINHA + JOÃO MÁRIO: A PROMESSA DO MEIO-CAMPO MAIS SÓLIDO DA LIGA

O futebol é para a maioria dos espectadores o momento e a verdade é que, se contra o Tondela o Sporting realizou a melhor exibição da época e, marcando quatro, poderia ter aplicado uma goleada das antigas, apenas três dias antes, diante do Gil Vicente, a equipa mostrou grande dificuldade para apresentar um futebol fluido em ideias.

No diferencial entre as duas exibições, no plano da criatividade ofensiva, há um dado importante a reter: a ausência de João Mário contra o Gil e a presença do regressado internacional português diante do Tondela.

Emprestado pelo Lokomotiv de Moscovo, João Mário traz um poder de criação altamente perfumado que nenhum médio em Alvalade empresta à equipa.

Tanto que Luciano Vietto (jogador de posição e caraterísticas bem diferentes, mas igualmente importante, até há bem pouco tempo, na lucidez ofensiva da equipa) partiu para a Arábia Saudita e a sua ausência nem tem sido notada, nem mencionada pela imprensa.

A somar à distinta leitura de jogo que João Mário empresta à equipa do Sporting, há outro dado na balança que importa destacar: a consistência defensiva e o músculo que João Palhinha adiciona ao meio-campo leonino.

Recorde-se que o médio esteve emprestado ao Braga na época passada e passou o início desta temporada a treinar-se à margem do grupo, à espera de colocação no mercado.

Uma opção da SAD que surpreendeu, mas que terá sido abortada a tempo de dar a Rúben Amorim o melhor “6” que a equipa poderia pedir após a saída de Battaglia e perante a falta de continuidade no que de bom o jovem Matheus Nunes empresta ao coletivo.

O MISTO DE JUVENTUDE E IRREVERÊNCIA COM A EXPERIÊNCIA “CENTRAL”

Existe a ideia generalizada de que esta equipa do Sporting possui demasiada juventude, o que acarreta automaticamente irreverência, mas também uma inexperiência que pode vir a ser muito prejudicial nos momentos-chave.

A verdade é que as mudanças que Amorim tem introduzido na equipa catapultam este Sporting para um misto de juventude e experiência que promete dar bons frutos e que, para já, tem resultado muito bem na Liga Portuguesa.

Na equipa que promete vir a ser a titular em mais vezes daqui em diante (e que entrou em campo com o Tondela), o guarda-redes Adán (33) e os centrais Neto (32), Coates (30) e Feddal (30) têm todos 30 ou mais anos de idade.

No miolo, João Palhinha (25) e João Mário (27) já passaram a fase de crescimento e estão em plena maturação, especialmente o segundo, do seu jogo.

Nas alas, Nuno Mendes (18) e Pedro Porro (21) têm dado muitas garantias, por via da solidez defensiva que conseguem garantir, mas sobretudo pela capacidade de chegada ao último terço que até já permitiu a cada um marcar neste campeonato.

No trio da frente, a aposta mais recente recaiu em Tiago Tomás (18), Andraz Sporar (26) e Pedro Gonçalves (22), mas é provável que o reforço Nuno Santos (25) seja frequentemente titular numa das alas do ataque.

Contas feitas, há mais jogadores de 25 ou mais anos de idade na equipa titular do Sporting do que abaixo dessa linha divisória.
Apenas Nuno Mendes, Pedro Porro e Tiago Tomás estão com 21 ou menos anos, num plantel onde, de facto, a média de idades é baixa (24,75, abaixo de FC Porto e Benfica), mas onde Rúben Amorim tem procurado conferir equilíbrio ao 11 titular.

Sem competições europeias para “atrapalhar” ao nível do calendário, muito cuidado com este “Leão”, que está a sair da fase embrionária e que começa a ganhar um corpo, que, sem o peso das expectativas dos rivais, pode bem vir a dar muitas dores de cabeça a Benfica (menos um ponto) e FC Porto (menos seis pontos).

 

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