Seria um Benfica mais competente capaz de figurar no lugar que Leipzig e Lyon ganharam por direito nas meias-finais da presente edição da Liga dos Campeões?

A AJUDA QUE A PANDEMIA DEU AOS “OUTSIDERS”

Ou a “desvalorização” de alemães e franceses é brutalmente injusta e Nagelsmann e Rudi Garcia colocaram as suas equipas no topo do futebol europeu? Estas são duas questões às quais procurarei responder neste artigo.

Nos últimos anos, tem sido frequentemente veiculada – e aparentemente bem fundamentada e justificada – a ideia de que as principais equipas portuguesas (FC Porto e Benfica à cabeça) não têm as mínimas chances de chegar longe na Liga dos Campeões e de sonhar com uma nova conquista do maior título europeu de clubes.

O apuramento de Leipzig e Lyon, que mediram forças com o Benfica na fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões, vem desmistificar essa ideia? Ou estão ambos num nível competitivo bastante superior ao das “águias”?

Este é uma discussão para a qual é fundamental lembrar e destacar o formato único desta edição da Liga dos Campeões, onde as eliminatórias dos quartos-de-final em diante têm sido decididas a uma só mão.

Em 90 minutos tudo pode acontecer e este é um cenário singular e alternativo, devido às condicionantes provocadas pela pandemia da Covid-19.

O próprio presidente da UEFA já veio rebater a ideia que surgiu de manter estes moldes daqui em diante.

O SEIXAL DE VIEIRA, BRUNO LAGE E A MONTRA DA LIGA DOS CAMPEÕES

Nos quartos-de-final, o Leipzig venceu com justiça o Atlético Madrid e fez por merecer o apuramento para as meias-finais. Também o Lyon cumpriu de forma exímia a sua tarefa diante do Manchester City e chegou ao grupo dos quatro melhores conjuntos da Europa com méritos redobrados.

Ainda assim, não me parece plausível que, numa eliminatória a duas mãos, espanhóis e ingleses não conseguissem, no mínimo, lutar por reverter a desvantagem que teria sido averbada em contexto de primeira-mão.

O SEIXAL DE VIEIRA, BRUNO LAGE E A MONTRA DA LIGA DOS CAMPEÕES

A equipa do Benfica voltou a fracassar na campanha que protagonizou na última fase de grupos da Liga dos Campeões, onde acabou como 3.ª classificada no Grupo C, com um total de sete pontos, os mesmos do Zenit (4.º), menos um que o Lyon (2.º) e menos quatro que o Leipzig (1.º).

Para o falhanço, muito terá contribuído o “avanço” que a equipa então orientada por Bruno Lage cedeu nas duas primeiras jornadas, até porque a resposta dada sob pressão na reta final foi diferente e o plantel não mudou em semanas.

A aposta em jogadores jovens e sem experiência (Tomás Tavares estreou-se em absoluto na equipa principal como titular na receção ao Leipzig, da 1.ª jornada; David Tavares somou nesse jogo os únicos minutos de utilização em 19/20 na equipa principal) foi descabida e sem sentido.

Bruno Lage insistiu sempre na ideia de que lançava aquela que considerava a melhor equipa para cada jogo, mas dificilmente convencerá adeptos e especialistas de que o palco da Liga dos Campeões é o melhor para lançar jovens e apostar em jogadores sem ritmo (Fejsa e Taarabt foram bons exemplos disso, na ocasião).

Depois do encaixe que a direção liderada por Luís Filipe Vieira conseguiu com a venda de João Félix, por cerca de 120 milhões de euros, para o Atlético Madrid, creio que a ideia (sem nexo) passava por voltar a tentar valorizar jovens “made in” Seixal para os potenciar financeiramente no mercado internacional e, nos gabinetes da Luz, achou-se que a “Champions” seria o palco ideal.

A APOSTA

A aposta revelou-se desastrosa, Bruno Lage não fica isento de culpas (uma vez que não terá sido capaz de impor as suas próprias ideias), e os resultados estão à vista: uma Supertaça Cândido de Oliveira e derrotas na Liga NOS, Taça da Liga, Taça de Portugal, Liga dos Campeões e Liga Europa.

A recente aposta em Jorge Jesus para o comando técnico do Benfica e, por consequência, a reformulação do plantel com a aquisição de jogadores experientes (com Jan Vertonghen à cabeça, sem esquecer a novela Cavani) e de qualidade indiscutível (Everton e Waldschmidt) foi uma clara manobra de “marcha-atrás” por parte de Vieira, à qual não estarão alheias as eleições do próximo mês de outubro, numa fase em que o nome do presidente do Benfica está envolvido em vários processos judiciais.

Para ajudar a clarificar a questão em torno do seu real valor, o Leipzig entrará novamente em campo já nesta terça-feira, onde disputará com o PSG, no Estádio da Luz, o apuramento para a final da Liga dos Campeões.

A vitória dos alemães está cotada a 4.51 na Betano, num jogo em que o Empate surge a 4.34 e o triunfo de Neymar, Mbappé e companhia a 1.82.

 

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