A Seleção Portuguesa de andebol terminou, no último domingo, a sua participação no Campeonato do Mundo da modalidade, que decorre no Egito, como 10.ª classificada. Apesar da derrota frente à França, que impediu a qualificação da equipa liderada por Paulo Jorge Pereira para os quartos de final, Portugal alcançou a sua melhor prestação de sempre em mundiais.

PORTUGAL TROUXE DO EGITO O MELHOR REGISTO DE SEMPRE EM MUNDIAIS

À quarta participação da sua história numa fase final de um Campeonato do Mundo da modalidade, a Seleção Portuguesa de andebol logrou alcançar a sua melhor prestação de sempre.

A derrota do último domingo frente à França (23-32) afastou a equipa comandada por Paulo Jorge Pereira de um ambicioso apuramento para os quartos de final da prova que decorre no Egito até dia 31 de janeiro, mas permitiu à turma das Quinas entrar para o livro dos recordes.

Até então, o melhor registo obtido num Campeonato do Mundo de andebol por Portugal havia sido em 2003, numa competição organizada em sede própria em que a 12.ª posição alcançada constituída uma prestação recorde.

De resto, registam-se ainda outras duas participações: no Japão, em 1997, Portugal foi 19.º classificado, acabando, quatro anos mais tarde (2001), por ser o 16.º classificado numa competição realizada em território francês.

A aventura que pôs fim ao sonho da turma chefiada por Paulo Jorge Pereira terminou no passado domingo, com a Seleção Nacional a acabar como terceira classificada no Grupo III da Main Round, com um total de seis pontos somados, atrás de Noruega e França, as duas congéneres apuradas para a próxima fase.

Portugal começou a sua participação na fase preliminar do Campeonato do Mundo do Egito com três vitórias em três jogos, diante das seleções da Islândia (25-23), Marrocos (33-20) e Argélia (26-19).

Na etapa principal, a Seleção Portuguesa arrancou com derrota frente à sua congénere da Noruega (28-29), por um golo de diferença, bateu a Suíça (33-29) e voltou a tropeçar, por último, frente à França (23-32), no resultado mais desnivelado da sua participação.

Com o registo do 10.º lugar, a presente geração do andebol nacional condensa os seus êxitos mais recentes, após o sexto lugar conseguido no Campeonato da Europa de 2020.

PORTUGAL TROUXE DO EGITO O MELHOR REGISTO DE SEMPRE EM MUNDIAIS

PAULO PEREIRA JÁ FEZ O BALANÇO DA CAMPANHA PORTUGUESA

O selecionador nacional acedeu falar aos jornalistas menos de 24 horas após a eliminação da sua equipa do Mundial que decorre no Egito (o primeiro com 32 equipas, ao invés das tradicionais 24), de uma forma – tal como já é hábito – bastante aberta e sem grandes amarras.

«A presença de Portugal foi ótima, condicionada ao nível da planificação, tendo nós perdido com a Noruega, por um, e com a França por nove golos. Só fico triste porque estivemos um pouco mal e à França correu tudo bem. De resto, estou orgulhoso desta seleção», considerou de forma global sobre a campanha nacional.

Em relação ao pesado desaire com a França, Paulo Pereira confirmou que «não esperava» perder por uma diferença tão avolumada (23-32), mas note-se que, enquanto Portugal cumpriu a sua quarta participação num Mundial, os gauleses competem pela 22.ª vez nesse cenário.

«Estamos a falar de atletas [França] que jogam nas melhores ligas do mundo e todos jogam na Liga dos Campeões, para além de estarem sempre nos mundiais e nos Europeus. No ano passado, tivemos aquele Europeu, mas também começamos a treinar mais cedo. Falta-nos esse percurso no alto nível, mas há que o consolidar», apontou.

«Sabem quantas licenças tem a França? A França deve ter 30 vezes mais praticantes do que nós. Além disso, gasta milhões de euros em centros de formação, mas é isto que estamos a tentar fazer. Temos um grupo de atletas que nos permite encarar o presente com otimismo e almejar objetivos ambiciosos.»

A verdade é que Portugal entrou para o jogo com os franceses com o estatuto de favorito nas principais casas de apostas (onde a vitória rondava os 1.70), frente a uma França cujo triunfo pagava em torno de 2.55 no pré-live.

MELHOR PRESTRAÇÃO DE SEMPRE

Um cenário que fez com que o selecionador considerasse curto chegar à melhor prestação de sempre (10.º lugar), visto que, segundo o próprio, «o grupo de jogadores que temos permite-nos ter metas mais ambiciosas. Se não o fizéssemos, era sinal de cobardia e prefiro que me chamem arrogante, demasiado ambicioso, do que cobarde», atirou.

Após a realização dos quartos de final, as meias finais têm realização prevista para o dia 29 de janeiro, estando a grande final agendada para o próximo domingo, dia 31 de janeiro.

🎯 De acordo com as odds da Betano para o mercado de “Vencedor” do Campeonato do Mundo de andebol de 2021, é a Dinamarca (2.77) a reunir maior favoritismo, seguida por França (3.65) e Noruega (5.70).

 

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