Apostas Online em Portugal – Aposta Ganha

Portugal complica contas na defesa do título europeu

A derrota desta terça-feira na Ucrânia impediu Portugal de vencer o Grupo B e, consequentemente de figurar no Pote 1 do sorteio para a Fase Final do Euro 2020. De qualquer modo, e antes disso, há que selar a qualificação no segundo lugar do grupo dentro de um mês…

Entrada em falso custou caro

Este subtítulo tem aplicação de duas formas: em primeiro lugar, Portugal está arredado da discussão do primeiro lugar no grupo não apenas pela derrota de ontem, mas fundamentalmente pelos dois empates consentidos em casa na abertura da fase de qualificação onde era francamente favorito e deveria ter feito o chamado ‘trabalho de casa’.

Portugal complica contas na defesa do título europeu

E em segundo lugar, porque a derrota de ontem em Kiev se deveu claramente a uma entrada em falso na partida que viria a custar dois golos a partir de situações onde Portugal podia e devia ter feito muito melhor.

Fernando Santos, selecionador nacional, viria a admitir que adotou a estratégia errada na partida permitindo muito espaço nas alas à formação ucraniana, tendo corrigido no segundo tempo, no entanto já tarde demais e a formação lusa não mais conseguiu igualar a contenda.

Neste tipo de partidas frente a adversários altamente concentrados e perante ambientes adversos, uma das chaves do sucesso passa por responder na mesma moeda, isto é, evidenciando níveis de concentração idênticos ao adversário, mas não foi isso que sucedeu na noite anterior.

Mexidas justificáveis?

O técnico nacional decidiu alterar o formato do seu 4-3-3 para este embate diante dos ucranianos, apostando em João Mário no lugar de Bruno Fernandes com a clara intenção de dar maior capacidade defensiva e estabilidade ao setor intermédio, mas hoje podemos concluir que tal se revelou um erro, pois o médio luso está em fase de recuperação de forma e confiança no Lokomotiv de Moscovo e ainda não é aquele jogador de outrora.

Bruno Fernandes, por seu turno, enceta outro tipo de riscos no jogo nacional, podendo errar passes, mas também podendo colocar os seus colegas em posições privilegiadas, portanto ficou a ideia de que o selecionador nacional – bem ao seu jeito – optou pela segurança em detrimento da ousadia numa partida que precisava vencer.

A outra mexida consistiu na entrada de Gonçalo Guedes para o lugar de João Félix, mas o atacante luso foi francamente prejudicado pelo seu posicionamento em campo já que rende mais enquanto um dos dois atacantes, e desta feita alinhou como extremo esquerdo.

Num 4-3-3 parece-me que nem Guedes nem Félix são os jogadores indicados para alinhar sobre a esquerda. Bruma, Rafa Silva ou Daniel Podence têm outro tipo de rotinas a partir das alas.

Com a mudança para o 4-4-2 esperava-se que Fernando Santos conferisse maior dimensão física ao ataque luso, mas isso foi imediatamente desmentido com a entrada de João Félix para o lugar de Gonçalo Guedes.

Além disso, numa partida em que Portugal foi para o balneário a perder 2-0 é um pouco estranho não termos visto André Silva a pelo menos sair do banco em determinada altura do desafio.

Contas mais difíceis na defesa do título

Com o adeus ao primeiro lugar do Grupo B, Portugal só pode garantir o acesso ao Euro 2020 através do segundo lugar ou de um playoff de acesso pelo que está já afastada a possibilidade de figurar no Pote 1 do sorteio.

Deste modo, é natural que a seleção campeão europeia tenha outra equipa de topo no seu grupo na Fase Final da prova, e tal tende a dificultar um pouco mais a missão lusa de defender o seu troféu conquistado em Paris em 2016.

Neste momento, Portugal é dado como 7º favorito à conquista do torneio com cotações de 14.50 nas principais casas de apostas, e o facto de provavelmente entrar no Pote 3 do sorteio também contribui para que não figure no top-5 de candidatos.

campeao euro

Por outro lado, é curioso que a seleção francesa – atualmente em risco de também terminar em segundo no seu grupo, atrás da Turquia – figure enquanto principal favorita ao título a 4.60 na ESC Online.

Os gauleses não estão a realizar uma grande campanha de qualificação, mas são campeões mundiais e vice-campeões europeus, algo que os coloca noutro patamar face a Portugal, que continua a receber alguns sinais de desconfiança por parte das casas de apostas.

Inglaterra e Bélgica possuem duas das seleções mais temíveis do ponto de vista ofensivo na atualidade e surgem no grupo de perseguidores à favorita França com cotações de 5.70 e 7.90 respetivamente, de acordo com a ESC Online.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *