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Portugal: Da Sérvia á Lituânia

Da Sérvia á Lituânia, a seleção portuguesa passou por sensações e estímulos diferentes. Uma boa forma de perceber como os jogos se começam (e depois se prolongam no relvado) a jogar na… cabeça, sobretudo na forma como os imaginamos a partir do que o adversários podem fazer em função da sua potência.

A ultima imagem que fica são os quatro golos de Cristiano Ronaldo no sintético lituano

Mas antes disso a seleção passou por diferentes estados de concentração e, principalmente, de… desconcentração táctica, sobretudo no plano defensivo, o que levou Fernando Santos a falar no perigo de termos deixado o “jogo ficar partido”.

time portugal 1

O que significa, na pratica, ficar sem um controlo definido a meio-campo (a zona onde se agarram os jogos) frente a um adversário claramente inferior mas que, sem esse tal espaço de controlo assumido como privilegiado pela seleção portuguesa, deixou o onze lituano passar com a bola, seja em passes, seja sobretudo num jogo mais direto (isto é, passes em profundidade longos face á ausência de pressão, entendida como reação á perda da bola da seleção lusa) e, assim criar várias situações de perigo e inclusive marcar, chegando empatado ao intervalo.

Bernardo Silva antes de Ronaldo!

Na segunda parte, bastou a Portugal ligar um pouco da intensidade desses radares a meio-campo (com William Carvalho mais bem posicionado a nº8 e não tão adiantado como no primeiro tempo) para não deixar mais a equipa lituana crescer e os golos começarem a aparecer. ‘

Foram quatro de Ronaldo, mas esteve longe de ser, uma grande exibição de Ronaldo. É assim mesmo.

Sei que as primeiras páginas se enchem com as suas fotos e a palavra Póquer, mas basta ver como os golos surgiram para perceberem como o futebol, mesmo para um monstro goleador como CR7, pode, dizendo tudo sobre o resultado, não dizer (quase nada) sobre o jogo.

E, neste, o grande jogador que fez a goleada foi outro: Bernardo Silva, com dois passes magistrais de precisão para Ronaldo encostar em dois golos (fez outros passes, nomeadamente na primeira parte, mas Ronaldo não acerou a finalização).

Os outros dois golos foram um penalty e um remate falhado que entrou com o guarda redes a dar um frango mesclado de autogolo (depois, e posteriormente a esse lance, fazer grandes defesas, evitando mais golos).

penalti cr7

Ou seja, Portugal conseguiu uma mobilidade permanente ofensiva com João Félix (da esquerda para dentro para ser avançado-centro) e de Bernardo Silva (da direita para dentro para ser organizador-criativo do passe mº10) e assim demoliu ofensivamente a Lituânia.

Ao passar para 4x4x2 na segunda parte (quando ainda estava 1-1) metendo Rafa e tirando Bruno Fernandes, tal explicava como Portugal só olhava para este jogo pensado no momento atacante em que foi sempre dominador.

Ficaram em suspenso os problemas defensivos, mas que só surgiram por (voltando ao inicio do texto) porque eles não estavam como preocupação na cabeça os nossos jogadores tal a diferença que existe para a seleção da Lituânia (que com os índices de motivação no máximo deixamos cresce até ao seu limite).

Na sérvia, com o gelo da técnica

O sucedido na Sérvia também tem a ver com uma abordagem táctica e mental.

Esperávamos (confessou Fernando Santos) uma seleção sérvia mais ofensiva desde o inicio, no sentido de abrir mais o jogo ofensivamente na procura o golo, o que deixaria mais espaços livres, de desequilíbrio defensivo, abertos para os nossos contra-ataques mas sucedeu o contrário.

A Sérvia quis, ao invés, ganhar o jogo na expectativa.

Reconheceu (como Portugal tem de se habituar definitivamente que todas as outras seleções irão sempre encarar os jogos contra nós) a superioridade de Portugal, sobretudo no seu poder atacante-finalizador (entenda-se Ronaldo) e esperou atrás os momentos certos de lançar os seus ataques, tendo para isso jogadores de qualidade técnica notável como Tadic e Kostic.

Perante essa postura, Portugal demorou a perceber o jogo e não conseguiu assumir o controlo, deixando-o durante a primeira parte num território táctico indefinido.

Quando tínhamos a bola, tínhamos uma posse… lenta e não “agredíamos” ofensivamente a defesa da Sérvia.

Quando não a tínhamos, estávamos concentrados a defender, mas a forma como a Sérvia atacava as costas dos nossos laterais devido á falta de pressão de marcação no centro a Tadic, criou mutos problemas e lances de golo iminente.

O futebol tem, no entanto, desígnios insondáveis e mesmo nesse estado táctico de coisas, marcamos perto do intervalo numa bola metida na área em que o guarda-redes sérvio chocou com o seu defesa e a bola sobrou para William Carvalho que, nesse lance, na tal posição mais adiantada em que joga na seleção (espécie de nº8 com liberdade para jogar mais á frente) encostou para o golo.

Tudo correu bem nos dois jogos de Portugal apesar de deixarmos que eles caíssem em situações táctico-emocionais adversas.

A segunda parte o jogo da Sérvia provou, no entanto, que a atacar, a qualidade técnica individual dos nossos jogadores faz a diferença de uma forma notável: os golos de Gonçalo Guedes e Bernardo Silva (numa fase em que os sérvios cresciam em cima de Portugal mas deixavam os tais espaços abertos atrás, permitindo a Portugal chegar em superioridade numérica á frente, como nunca sucedera na primeira parte) tiveram uma assinatura de execução técnica brutal, com frieza e magia.

O caminho do Euro 2020 está assim aberto (a vitória na Sérvia, adversário direto) foi decisiva, mas é importante Portugal ter mais consistência táctica de jogo como bloco (sobretudo no processo defensivo de recuperação).

Algo que, sabemos bem, vai surgir na fase final, com tempo para treinar e preparar melhor a concentração mental certa para qualquer jogo, para qualquer adversário.

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