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Portugal Mundial 2018 – Guia e Análise

Portugal Mundial 2018 – Guia e Análise

Trajeto na qualificação:

Portugal disputou e venceu o grupo B, numa qualificação que “roçou” a perfeição para o mundial 2018.

Em termos de pontos conquistados, somando 27, em 30 possíveis.

Portugal encarou este grupo B com um grau de responsabilidade inédito e acrescido, depois de ter feito história ao vencer o Europeu 2016, em França.

No total foram 10 jogos, dos quais venceu 9 e apenas perdeu 1. Com 32 golos marcados e apenas 4 sofridos, garantiu o melhor ataque e a defesa menos batida da prova.

Entrou naturalmente como favorito, mas desde logo se percebeu que iria disputar o acesso direto com a Suíça, e os jogos entre as duas equipas iriam apurar o 1º e o 2º classificado, e assim foi.

Portugal entrou com o é esquerdo, em teoria no jogo mais difícil da qualificação. Perdeu na Suíça (2-0), e face à qualidade superior dos Helvéticos e Portugueses, face às restantes equipas do grupo, esperava-se uma dura e longa batalha entre Portugueses e Suíços.

E assim foi, logo no jogo de abertura, Portugal tem a sua deslocação mais difícil em teoria, mas que se confirmou na prática.

Primeiro e único jogo em que Portugal perdeu pontos, tal como a Suíça, o que levou Portugal a espreitar o 1º lugar, desde a primeira à última jornada.

Foi necessário voltar a jogar com a equipa Suíça para, em detalhes, garantir o primeiro lugar do grupo e consequente apuramento.

Assim, os jogos mais marcantes da seleção Portuguesa, neste apuramento foram os dois confrontos com a Suíça. No primeiro jogo Portugal perdeu (2-0), numa partida em que ficou a ideia de Portugal ainda estar sob efeito da conquista do Europeu.

No último jogo, Portugal dependia apenas de si próprio para o apuramento e devolveu o resultado aos Suíços vencendo por (2-0), beneficiando da diferença de golos (+28) contra (+12), para garantir o 1º lugar.

O favoritismo de Portugueses e Suíços confirmou-se mas nem por isso Portugal teve uma qualificação sem sobressaltos. Além de andar a correr praticamente toda a fase de qualificação atrás da Suíça, ainda teve alguns “sustos” pelo caminho.

Um dos jogos mais difíceis foi na Hungria onde Portugal venceu por um magro (1-0) e nesse jogo voltou a tradicional “máquina de calcular” à qual os Portugueses estão habituados a recorrer.

Um golo solitário de André Silva, no recomeço do segundo tempo, foi o melhor numa noite desinspirada da seleção das quinas.

Portugal fez história antes e depois desta qualificação para o Mundial 2018. Em termos numéricos, esta foi a melhor classificação de sempre da seleção lusa, deixando fugir somente 3 pontos.

Apenas somou mais pontos na caminhada para o Mundial 2006 (30 pontos), mas nessa altura o grupo era composto por 7 equipas, e Portugal perdeu um total de 6 pontos. Com esta qualificação, Portugal garantiu a 7ª presença, e 5ª consecutiva, em fases finais de mundiais.

Nas 6 presenças em mundiais, Portugal conseguiu a sua maior proeza no longínquo ano de 1966, ficando em 3º lugar em Inglaterra. E foram precisos 40 anos para vermos novamente a seleção lusa em destaque nesta prova no mundial de 2006 alcançando o 4º lugar.

Entra para este mundial como o título de campeão europeu, e com um dos maiores jogadores de sempre na história do futebol (Cristiano Ronaldo), pelo que as expectativas são elevadas.

Jogadores em Destaque: Cristiano Ronaldo – Real Madrid

 

É o capitão da seleção Portuguesa, considerado o melhor jogador do mundo, pela 5ª vez consecutiva, chama-se Cristiano Ronaldo e o seu valor de mercado, ainda com 32 anos, foi avaliado em 102 milhões de euros.

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Cristiano Ronaldo (33 anos) – Ponta de Lança no Real Madrid

Um jogador que é já uma lenda viva no futebol mundial. O seu currículo é impressionante e vamos citar apenas alguns números, relativos a Outubro de 2017

Internacionalizações (seleção A): 147 jogos (79 golos)
Presenças em fases finais de Mundiais: 3 (2006, 2010 e 2014)
Jogos em fases finais de Mundiais: 13 (3 golos)

Presenças em fases finais de Europeus: 4 (2004, 2008, 2012 e 2016)
Jogos em fases finais de Europeus: 21 (9 golos)

Maiores clubes na sua carreira: Sporting; Manchester United e Real Madrid

Principais títulos: 5 bolas de ouro; 4 Ligas dos Campeões: 3 campeonatos de Inglaterra; 1 Supertaça Inglesa; 2 campeonatos de Espanha; 1 Taça do Rei; 2 Supertaça Espanha; 3 Mundiais de Clubes; Melhor marcador da história da seleção nacional (79 golos); Melhor marcador da história do Real Madrid (412 golos); Melhor marcador da história da Taça/Liga dos Campeões com 111 golos.

E muitos mais títulos poderíamos enumerar acerca deste jogador “estratosférico”.

Jogadores em Destaque: Bernardo Silva – Manchester City

 

Falamos agora de Bernardo Silva e admitimos a dificuldade em escolher uma figura de 2º plano na seleção nacional, tal a quantidade de jogadores influentes e de grande classe, entre eles, Rui Patrício, Ricardo Quaresma, William Carvalho ou mesmo Pepe.

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No entanto, selecionamos Bernardo Silva por ser aquele que maior potencial terá para ser uma das figuras deste Mundial 2018.

Atualmente joga no Manchester City e foi o 3ª transferência mais cara de um jogador Português, ao ingressar no Manchester City por aproximadamente 50 milhões de euros, proveniente do Mónaco.

Com apenas 23 anos, Bernardo Silva deu os primeiros passos no Benfica, rumou ao Mónaco, onde foi campeão nacional e representa agora o Manchester City onde também foi campeão.

No Mónaco realizou 3 temporadas num total de 101 jogos marcando 24 golos, o que é uma boa média para um extremo ainda tão jovem. Conquistou Leonardo Jardim, e agora é a vez de Pep Guardiola ficar rendido ao talento do qual apelida como “joia”. Nos citizens disputou 35 jogos e marcou 6 golos.

São apenas 4 épocas completas, ao mais alto nível que ostenta na sua carreira.

Mas, o facto de ser um dos jogadores preferidos de Pep Guardiola, naquele que é considerado o plantel mais valioso do mundo diz muito da classe deste jogador. Já é um dos melhores extremos do mundo, e tem tudo para ser um dos melhores jogadores deste Mundial 2018.

O Comandante

Treinador: Fernando Santos – O “engenheiro do penta”, como ficou conhecido pela sua passagem pelo FC Porto é um treinador com currículo feito, em clubes e em seleções.

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Fernando Santos começou a dar nas vistas no Estrela da Amadora, onde o bom trabalho realizado o levou até ao FC Porto onde ficou na história do clube, ao conquistar o penta campeonato. Mais tarde representou ou Benfica e ainda o Sporting, mas sem títulos.

A sua aventura lá por fora começou na Grécia, onde orientou AEK, Panathinaikos e PAOK, mas sem conseguir romper a hegemonia do Olympiacos. O seu trabalho foi apreciado e em 2010 foi considerado o melhor treinador da década na Grécia.

Foi então convidado a assumir a seleção grega, substituindo o mítico Otto Rehhagel, que tinha sido simplesmente campeão europeu, com a seleção da Grécia no Europeu 2004.

Fernando Santos não conquistou títulos pela seleção grega mas conduziu-os a um Europeu e um Mundial, onde chegou aos oitavos de final, sendo eliminado pela Costa Rica nos penáltis.

Finalmente assume a seleção nacional em 2014 e viria a tornar-se, pouco tempo depois no treinador a dar o primeiro título à seleção das quinas, com a conquista do Europeu 2016, em França.

Além do título, Fernando Santos destaca-se pela sua personalidade, um homem de fortes convicções, e com uma fé inabalável que ainda hoje está na mente de todos os Portugueses!

Adepto do 4-4-2, tem sido esse o sistema predileto do engenheiro, alternando também para o 4-3-3 quando necessário. Prefere um estilo de jogo mais paciente e o pragmatismo em detrimento do futebol mais vertiginoso ou ofensivo.

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Pontos Positivos

Felizmente, para todos os Portugueses, são muitos os pontos positivos da seleção nacional, desde logo a sua experiência.

Rui Patrício, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, João Moutinho, Ricardo Quaresma ou Cristiano Ronaldo são jogadores habituados aos grandes palcos e a jogos decisivos.

A qualidade inequívoca e a quantidade de soluções de talento disponível às ordens de Fernando Santos. Cristiano Ronaldo é o jogador “mais” mas há ainda Bernardo Silva, Ricardo Quaresma, Gonçalo Guedes, André Silva, João Moutinho, Gelson Martins, entre muitos outros.

A liderança de Fernando Santos. Não restam dúvidas que foi um dos fatores de sucesso na conquista do Europeu 2016. A forte personalidade que Fernando Santos tem, o rigor, a disciplina e sobretudo a confiança que passa para o grupo tem sido um fator de sucesso.

Poderá parecer repetitivo, falar novamente em qualidade, mas um jogador como Cristiano Ronaldo merece uma distinção à parte. É claramente o homem, dentro das 4 linhas, que poderá levar Portugal mais longe.

Isso ficou evidente no Europeu de França, onde além do seu enorme talento, foi ainda uma extensão do treinador, dentro de campo!

Pontos Negativos

O “preço” a pagar pelo facto de grande parte dos jogadores de Portugal jogar nos maiores clubes do mundo – o grande desgaste acumulado com que os jogadores chegam a esta fase final do Mundial.

A maior parte dos jogadores fizeram grande parte dos jogos em campeonatos longos, e ainda Liga dos Campeões e Liga Europa. Muitos deles com mais de 40 jogos esta temporada.

O “peso” da responsabilidade em corresponder à grande expectativa, entrando como campeão europeu. Embora mundial e europeu sejam competições diferentes, a seleção Portuguesa está conotada como uma das melhores

pelo que se espera um alto desempenho da seleção das quinas. Isso poderá criar uma pressão maior do que o desejável e poderá mostrar-se evidente em alguns jogadores.

O setor defensivo é claramente o mais frágil, sendo mesmo o único que não tem tanta qualidade como os demais.

Principalmente o centro da defesa onde Bruno Alves (36 anos) e Pepe (35) forma habitualmente a dupla de centrais. Como alternativa há, numa primeira linha, o veterano José Fonte (34) e depois Rolando (32) ou Neto (29).

Análise dos jogos da Primeira Fase

Portugal Mundial 2018 - Guia e Análise

Portugal vs Espanha – 15/06/2018 – 19:00 – Olimpiyskiy Stadion Fisht – Sochi

Mas que estreia espera a seleção portuguesa! Defronta uma das mais poderosas seleções do mundo, e uma das grandes favoritas ao título – a Espanha.

Sabemos da importância que é vencer o primeiro jogo, numa fase final de um Mundial, ou o peso que uma derrota poderá trazer.

Este é um jogo de tripla, mas parece claro que tanto Portugal ou Espanha estão um patamar acima de Marrocos e Irão, pelo que quem perder terá ainda boas possibilidades de recuperar e seguir para os oitavos de final.

Este jogo promete ser o primeiro e o mais decisivo na luta pelo primeiro lugar. Este é um lugar importante, uma vez que além do apuramento, poderá garantir um adversário mais acessível nos oitavos de final.

Recorde-se que no grupo A está a seleção anfitriã, pelo que quem ficar em 2º poderá ter de ultrapassar os Russos nos oitavos de final.

Portugal vs Marrocos – 20/06/2018 – 13:00 – Olimpiyskiy Stadion Luzhniki – Moscovo

Se o primeiro jogo poderá ser decisivo, o que dizer deste? A seleção que perder o primeiro jogo terá “obrigatoriamente” de vencer este, caso pretenda passar aos oitavos de final.

Se Portugal perder no primeiro jogo terá de derrotar uma das melhores equipas africanas. Marrocos apurou-se em 1º lugar, no seu grupo de apuramento e deixou para trás a forte seleção da Costa do Marfim. Como se não bastasse ainda venceu a edição da CAN, neste ano!

Mesmo assim, não há outra forma de colocar as coisas. Portugal e Espanha são os favoritos a passar o grupo, por isso, este jogo será sempre para ganhar.

Diria mesmo que este jogo poderá ser aquele em que Portugal terá maior pressão, caso venha de derrota no 1º jogo. Poderá mesmo ser o jogo chave para o apuramento de Portugal.

Portugal vs Irão – 25/06/2018 – 19:00 – Mordovia Arena – Saransk

Neste último jogo para a seleção portuguesa, no grupo B, vários cenários podemos ter. Portugal poderá chegar já qualificado, ou então poderá a Espanha estar qualificada. Também o Irão poderá chegar a este jogo com o seu destino traçado.

No entanto, creio que neste grupo, muito por força do 1º jogo, e pelo maior favoritismo da Espanha, em teoria Portugal precisará mesmo dos dois jogos seguintes. Assim, este jogo será de igual importância para as aspirações lusas.

Será um reencontro com Carlos Queiroz que tem feito um grande trabalho nesta seleção asiática. A coesão defensiva é o ponto forte desta seleção que se qualificou em 1º, no seu grupo de apuramento, deixando a Coreia do Sul em 2º lugar.

Os números não mentem e sofrer apenas 2 golos em 10 jogos, num grupo com Coreia do Sul, Syria, Uzbequistão, China e Qatar diz muito do “adn” que Carlos Queiroz incutiu nesta seleção.

Poderá mesmo ser o jogo que irá requerer maior paciência para a seleção portuguesa, tal é a forma como o Irão recua o seu bloco e retira espaço ao adversário.

Um grupo que poderá parecer mais acessível do que parece, isto para a seleção Portuguesa. Embora Marrocos e Irão não sejam potências do futebol mundial, são seleções muito bem trabalhadas.

Marrocos tem um futebol mais ofensivo, o que normalmente encaixa melhor no jogo da seleção portuguesa. Já o Irão promete ser um adversário capaz de criar muitas dificuldades.

Até Onde pode Chegar

aonde-pode-chegar

Não há como fugir, a expectativa está alta e muita gente de olhos postos em Portugal, não fosse o campeão europeu em título.

Além disso, é inegável a qualidade e a quantidade de grandes jogadores que Portugal tem. Uma mescla de talento e experiência.

Será curioso para perceber se Fernando Santos irá optar pelo 4-4-2 quando tem jogadores de grande classe nas alas, como Ricardo Quaresma, Gelson, Gonçalo Guedes, ou mesmo Bernardo Silva.

Penso que muito do sucesso de Portugal estará em conseguir montar um onze capaz de albergar todo este talento. Por outro lado, logo no primeiro jogo será testado o setor mais frágil de Portugal, pelo que poderá mostrar muito até onde Portugal pode ir, com adversários de grande valor.

A Espanha e depois, em caso de apuramento para os oitavos de final, a possibilidade de defrontar a Rússia serão dois testes de fogo para a seleção nacional. Se ultrapassar esses dois difíceis obstáculos, estando nos quartos de final, penso que já não se poderá exigir muito mais.

Assim, diria que chegar aos oitavos de final será quase “obrigatório”, mas o normal será chegar aos quartos. Daí para a frente irá depender muito dos adversários que encontrar.

Não nos podemos esquecer que, não tirando mérito na vitória no europeu, Portugal foi muito feliz no calendário que teve até chegar à final, evitando as seleções mais fortes.

Em síntese, somando fatores cruciais como talento, experiência, ou liderança, conferem à seleção Portuguesa uma cotação entre as melhores seleções, tais como: Espanha, Alemanha, França, Brasil, Argentina, Inglaterra e Bélgica.

Assim, Portugal poderá partir como 8º no ranking dos favoritos, depois das seleções enumeradas. Assim, tendo em conta o grupo em que Portugal está inserido, e mesmo que perca o jogo com Espanha, tem condições para passar o grupo e chegar aos oitavos de final – objetivo quase “obrigatório”.

Chegar aos quartos de final poderá ser natural, mesmo que encontre a seleção Russa. Daí para a frente poderá cruzar-se com uma das seleções indicadas e o seu “favoritismo” deixará de existir, podendo jogar de igual para igual, mas reduzem-se as suas chances de seguir em frente.

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Autor: Duarte Pinto

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