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Portugal: o duplo confronto Luxemburgo e Ucrânia

A seleção encara a fase decisiva de jogos de apuramento para o Europeu. O Luxemburgo e a Ucrânia, adversários muito diferentes no valor a pedirem respostas tácticas diferentes (e, acredito, equipas diferentes sobretudo a nível de pendor ofensivo do meio-campo). Atacar o jogo, desde o primeiro minuto contra Luxemburgo. Estudar o jogo, para perceber o que serão os 90 minutos, contra a Ucrania.

Portugal: Quem para substituir William Carvalho?

É a questão da ausência de William Carvalho que está a causar mais dúvidas e problemas a Fernando Santos.

Portugal: o duplo confronto Luxemburgo e Ucrânia

Pode parecer um contrassenso em relação ao que referi na primeira frase do texto (sobretudo para o primeiro jogo) mas tal dimensão do problema tem a ver com o que o treinador quer deste jogador e a importância que ele tem no seu sistema preferencial e forma de jogar:

Um nº8 que jogando um pouco mais á frente do pivot (que pode ser Danilo, mais em pressão contra a Ucrânia, onde necessitamos de umnº6 de maior pendor de equilíbrios e coberturas, mas que já pode ser Ruben Neves contra o Luxemburgo, onde precisamos de um nº6 mais de pendor de saída de bola técnica na capacidade de fazer o jogo circular rápido de flanco para flanco).

Neste ponto, a nível de solução, William é, por isso, um jogador diferente do nº6 de outros tempos, que cobria, ganhava no físico e na técnica, para entregar logo a sair, só dando passos em frente para pressionar u encurtar espaço de execução a um criativo adversário.

Tornou-se a “âncora” táctica ente o nº6 e o nº10 ou segundo avançado que na visão de Fernando Santos tem muitas vezes a missão de em posse (usando a sua força técnico-muscular) sair desde trás e “comee metros” com bola, transportando jogo e equipa para a frente. Sem ele quem pode fazer este lugar?

Portugal: O novo ciclo de vida de Moutinho

Olhando as opções e, atenção, pensando como Fernando Santos quer pensar o jogo, penso que Moutinho pode entrar no espaço de William.

Já não é o Moutinho do passado que jogava 90 minutos numa rotação permanente de área a área em idas e voltas sucessivas, mas é hoje (cultivado no Wolverhampton de Nuno que defende quando tem de defender com rigor recuado, correndo atrás do adversário, como se viu no último jogo frente ao City de Guardiola) um jogador tacticamente mais rigoroso e vocacionado para coberturas sem bola a nº8 e depois sair exatamente como o William da versão Fernando Santos numa pressão selecionada ou, recuperada a bola, em posse conduzindo o jogo para a frente.

moutinho portugal

Entre o 4x4x2 e o 4x3x3, também Bruno Fernandes pode, no jogo contra o Luxemburgo de previsível ataque continuado em geral (mas atenção aos seus contra-ataques porque esta seleção cresceu muito nos últimos anos) pode ser esse nº8 e levar o sistema mais para uma versão de 4x4x2, com dois homens mais na frente, juntando Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e João Félix a Ronaldo.

Na Ucrânia, será necessário outra proteção táctica e deve aparecer o meio-campo a “3”, num 4x3x3 que pode então ter Moutinho na tal posição que referi, fazendo sair um dos avançados.

Isto não muda a nossa identidade de jogo mas adapta-a estrategicamente a uma forma de jogar mais inteligente em função dos adversários e dos diferentes momentos de jogo em que, passando neles mais tempo durante os 90 minutos, temos de ser mais fortes e capazes de responder.

A força mental de Portugal versão-Séc.XXI

A seleção tem hoje, para além destas questões de nível essencialmente táctico, uma força mental que lhe permite aguentar sem pestanejar nem entrar em nervosismo nos momentos do jogo, sobretudo os disputados ambientes adversos, em que o adversário cresce para cima da nossa área.

Viu-se no inferno do jogo na Sérvia. Não fizemos uma exibição brilhante mas, apesar os ataques empolgados dos sérvios, nunca perdemos o autocontrolo e soubemos esperar o… nosso momento no jogo.

Depois, nesses momentos ofensivos de desequilíbrio, surge aquilo que marca a diferença: a enorme capacidade técnica dos nossos avançados que quando chegam perante a oportunidade de finalizar, nunca tremem, e fazem o golo sem receio.

É aqui, nestes momentos, que, para além da galáxia mágica de Ronaldo, noto a grande força do novo jogador português Séc. XXI. Um jogador que nunca treme, com vocação emocional competitiva máxima e qualidade táctico-técnica inteligente para jogar diferentes jogos dentro do… mesmo jogo.

É o que se espera do duplo confronto com Luxemburgo e Ucrânia. Olhar para os jogos com a mesma identidade, força mental mas estratégias diferentes porque os problemas que iremos encontrar serão totalmente opostos no que nos vão exigir nos jogos de compensações e equilíbrios-desequilíbrios que fazem sempre as melhores exibições tácticas de uma equipa em campo (seja qual for o adversário)

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