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Portugal vs Sérvia: Conciliar estrelas

Gostava, no plano emocional, que Fernando Santos conciliasse no mesmo onze Ronaldo, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e João Félix, para o Portugal vs Sérvia, mas sei que, no plano táctico (que é o que manda) isso é difícil em nome dos equilíbrios que a equipa deve ter nas transições entre os momentos atacantes e defensivos.

Portugal vs Sérvia: Seja como for, não é uma equação/coexistência impossível

Se pensarmos num 4x2x3x1 com mobilidade para 4x4x2 com um dos criativos Bernardo Silva ou João Félix a vir da faixa e aparecer por dento nas costas de Ronaldo nº9.

Portugal vs Sérvia:

Para essa dinâmica, o mais estranho (ou menos visto em termos de rotina de movimentação de jogo) é Félix a fazer diagonais vindo da faixa quando ele rende bem é como segundo-avançado no meio.

Nos tempos do Benfica “partiu tudo” nessa posição mas quando foi á seleção sentiu o peso de todos os olhares em cima dele e com uma exigência táctica muito maior não rendeu no primeiro jogo contra a Suíça (já não jogaria contra a Holanda).

O facto, porém, de nesta época estar a jogar sobre a faixa muitas vezes, no 4x4x2 de Simeone, incutindo-lhe cada vez mais intensidade de jogo e agressividade na posse a partir da faixa direita, pode permitir a Santos avançar agora com essa possibilidade tendo maior segurança da sua eficácia, mesmo num difícil jogo na Sérvia onde vai ser preciso ter muita atenção nas transições/compensações defensivas contra os criativos sérvios.

Portugal vs Sérvia: A zona central do jogo português

Mantendo Bruno Fernandes no meio, como médio mais adiantado, circulando e organizando jogo, a equipa poderá assim conciliar estes quatro jogadores no mesmo onze em que, como referencias de equilíbrio coletivo a dupla Danilo-William Carvalho é fundamental como médios-centro recuados (Danilo a nº6, William a nº8 com mais liberdade uns passes á frente, para sair para o jogo).

Pode parecer uma dupla demasiado “pesada” mas é importante para compensar o quarteto fantástico que jogará á frente deles.

Serão como espécie de “guarda-costas” do momento atacante para depois estarem atentos como principais ativadores do momento defensivo.

Se tudo isto for feito uma “dinâmica equilibrada” no momento em que perdemos a bola, Portugal pode tornar-se uma equipa com uma mobilidade criativa em posse notável e manter ao mesmo tempo poder táctico-físico atrás para aguentar os momentos defensivos e de reação rápida á perda da bola, pressionando de imediato, o mais alto possível, a equipa adversária.

O jogo na Sérvia pela Euro 2020 será difícil mas com a voragem habitual que os sérvios expressam a atacar, acrescida neste caso concreto pela necessidade de ganhar, o mais provável é a equipa servia adiantar-se demasiado no terreno e deixar espaços nas costas para os ataques rápidos (e contra-ataques) portugueses, produto dessa excessiva exposição adversária.

Esta equipa da Servia diria até que a vejo sempre como mais perigosa a jogar fora (quando segura melhor a organização defensiva e sai com criatividade individual para o ataque, com destaque para Tadic) do que quando joga em casa e assume o ataque de forma mais clara, deixando muto espaço atrás aberto fruto da sua defesa subida, O ataque criativo de Portugal, e, nossa mobilidade colectiva ou rasgos individuais, vai ter assim, espaços para resolver e ganhar o jogo.

A questão da defesa e dos laterais

Onde penso que Portugal deverá ter mais atenção é no posicionamento dos seus laterais que gostam por vocação e hábito de subir/atacar muito e por vezes perdem a noção do “timing” certo defensivo de recuo.

Penso em Nelson Semedo e Guerreiro que, em principio, serão os titulares.

Nesse sentido, devem ficar mais defesas do que… laterais e procurar aguentar posicionalmente a cobertura dos flancos, fechando bem a profundidade exterior aos extremos sérvios.

Como no centro da defesa faltará a voz de liderança (e jogo e passada larga de dobras) de Pepe, terá de ser Ruben Dias (ao lado de Fonte) a impor-se como patrão.

semedo portugal

O meu receio? O numero de faltas duras excessivas que faz, o que num ambiente como será este a jogar fora na Sérvia, pode levá-lo a ver um amarelo cedo e isso depois condicionar o seu jogo ou tornar latente o perigo de ver um segundo.

Penso nisso sobretudo (para além da forma como Ruben joga) do local onde vai jogar, na Servia, contra adversários conflituosos por natureza que sabem provocar (são especialista mesmo) essas situações.

Para além dos jogadores que falei, a seleção tem muitas outras soluções para lançar mas sobretudo em termos de avançados (ou jogadores para jogar ofensivamente) ou médios para jogar em rotação e circulação.

O nosso problema no presente é mais o de construir uma defesa segura ao nível dos outros sectores. Um problema do presente (ainda controlado) e do futuro (que necessita de maior investimento a fundo a nível de formação)

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