Porque não só das modalidades mais referenciadas se faz o desporto, é com toda a propriedade que o ciclista João Almeida merece destaque, pela incrível participação que tem conseguido obter na Volta a Itália em bicicleta, colocando Portugal no topo do mapa do ciclismo. Ontem, quarta-feira, o ciclista da Deceuninck-Quickstep reforçou a liderança que detém há três dias consecutivos.

31 ANOS DEPOIS DE ACÁCIO SILVA, JOÃO ALMEIDA ELEVA AO TOPO DO GIRO A BANDEIRA PORTUGUESA

Há três dias consecutivos que o ciclista português natural das Caldas da Rainha veste a camisola rosa na Volta a Itália em bicicleta.

Na última quarta-feira, João Almeida concluiu a quinta etapa do Giro d’Italia como terceiro classificado, atrás de Filippo Ganna (INEOS) e Patrick Konrad (BORA-hansgrohe).

Uma prestação que permitiu ao atleta português de 22 anos reforçar o estatuto de líder na geral individual da Volta a Itália, onde atualmente segue com uma vantagem de 43 segundos para o espanhol Pello Bilbao (Astana, 2.º classificado), num top-3 composto pelo equatoriano Jonathan Caicedo, vencedor da terceira etapa.

Está batido o recorde de Acácio Silva, ciclista português que liderou a corrida transalpina durante dois dias, há mais de 30 anos atrás.

Um nome que ficou para a história do ciclismo português, devido à 7.ª posição em que terminou a prova da Volta a Itália de 1896, à vitória em cinco etapas e aos já referidos dois dias de camisola rosa.

IRONIA DO DESTINO, SUCESSO PORTUGUÊS PASSOU PELO MONTE ETNA COM TRÊS DÉCADAS DE INTERVALO

Em toda a história da Volta a Itália, Acácio da Silva havia sido único atleta luso a ocupar a liderança, um feito que, em 1989, surgiu depois da chegada ao alto do Monte Etna.

Curiosamente, João Almeida chegou ao topo da classificação geral individual da mais recente edição do Giro d’Itália após ficar concluída a terceira etapa da prova, entre Enna e Etna, na passada segunda-feira.

31 ANOS DEPOIS DE ACÁCIO SILVA, JOÃO ALMEIDA ELEVA AO TOPO DO GIRO A BANDEIRA PORTUGUESA

Uma prestação francamente positiva do ciclista de 22 anos de idade, que atravessa o melhor período da sua curta carreira e ainda reforça a posição de Portugal no planeta do ciclismo.

Há três dias atrás, no início da semana, o ciclista da Deceuninck-Quickstep havia chegado ao início da etapa como 11.º classificado, mas conseguiu uma prestação que lhe permitiu fechar a terceira etapa (vencida por Jonathan Caicedo) à frente do italiano Filippo Ganna, que arrancou na liderança e com 22 segundos de vantagem sobre João Almeida.

Em declarações prestadas após dar corpo à camisola rosa no Giro, o português apontou as boas sensações com que conseguiu percorrer a árdua subida final de 18 quilómetros rumo ao Etna, mas também o facto de ser sofrido «um pouco» na parte final.

«Não estava à espera de vestir a camisola rosa. Estou muito feliz», declarou o ciclista natural das Caldas da Rainha, que prometeu ainda tudo fazer para manter o máximo de tempo possível a liderança da prova.

JOÃO ALMEIDA TRIUNFO IMPROVÁVEL, MAS FEITO HISTÓRICO CARIMBADO

Não será o mais provável dos cenários a vitória de João Almeida na Volta a Itália, até pela forte concorrência que o jovem e pouco experiente ciclista português tem ao redor.

Ainda assim, o facto de ter atingido o topo da tabela de classificação na emblemática Volta a Itália já é o feito mais alto da curta carreira de João Almeida, que inscreveu de forma bem vincada o seu nome na história do ciclismo nacional.

Nos quadros da belga Deceuninck-Quickstep, o atleta português poderá passar a gozar, agora, de maior protagonismo.

Existe mesmo a possibilidade da prestação na primeira etapa de alta montanha, conseguida na última segunda-feira, ser motivo para que, na
equipa belga, o mais importante objetivo se torne a proteção a João Almeida.

A meta será incluir o português na disputa pelo top-10 final, já que a vitória parece, nesta altura, um cenário demasiado rebuscado, não obstante Almeida ter ainda a seu favor a existência de dois contrarrelógios.

Na antecâmara da estreia na Volta a Itália, João Almeida e Ruben Guerreiro eram os dois portugueses responsáveis para aumentar para 27 o leque total de atletas nacionais que alguma vez participaram na corrida transalpina, uma prova onde José Azevedo (5.º classificado em 2001) inscreveu o seu nome ao lado do de Acácio da Silva.

O Giro d’Itália 2020 não conta com a presença do campeão em título, Richard Carapaz. A lista dos principais candidatos ao pódio de Milão, dentro de três semanas, é completa por Simon Yates, Geraint Thomas, Vincenzo Nibali, Steven Kruijswijk e Jakob Fuglsang.

 

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