Que verdadeiramente se passa com o Real Madrid de Zidane?

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As duvidas que se colocam sobre o jogo do Real Madrid esta época obrigam a meter Zidane no centro do debate (com quem antes ganhara duas Liga dos Campeões). A primeira tentação é logo referir a diferença entre ter ou não ter Ronaldo.

No plano dos resultados, é verdade, naturalmente.

Porque Ronaldo, com o seu poder estratosférico de jogar “contra a baliza adversária”, ganha jogos sozinho na “fabrica de golos” que sai das suas botas, com um poder de finalização brutal.

Que verdadeiramente se passa com o Real Madrid de Zidane?

O problema deste Real Madrid está, porém, para além do poder finalizador, mas sim na qualidade de jogo.

Não se questiona não fazer golos, mas sim como está a jogar, sem brilho e com muitos problemas no modelo de jogo.

O 4x3x3 continua como sistema preferencial mas toda a ideia depende dos jogadores para atingir o seu nível máximo numa soma de individualidades que ás vezes parece dar… “menos de onze”. Perceberam a ironia?

Em Sevilha, as duvidas no modelo

Vendo o jogo contra o Sevilha de Lopetegui, boa equipa e muito bem orientada, via sempre a equipa “merengue” bem distribuída em campo mas com receio em soltar-se, procurando antes baixar o ritmo de jogo para impedir o crescimento do adversário.

Isso pode ser (é), por principio, um ato de inteligência táctica mas a um nível de competitividade máxima como se exige ao Real, tal tem de ter, depois, na passagem para o momento ofensivo, um “upgrade” criativo-veloz ofensivo nos espaços.

É então que vemos como esse 4x3x3 se tornou, afinal, em 4x2x3x1. Uma mudança que dá que pensar, porque não tem, nesta fase, o jogador chave para ser o nº8 que se torna em nº10 quando de posse da bola: Modric. Assim, joga com duplo-pivot, Camiro-Kroos, de perfil na saída da bola.

É estranho ver Kroos tão preso atrás (recuado), sobretudo porque já existe um nº6 pivot de equilíbrios de cobertura notável atrás como “guarda-costas” (e principal amigo dos centrais) que é Casemiro.

O que motiva isso é jogar agora com um nº10 puro que não defende rápido as transições defensivas: James.

A qualidade do colombiano é inquestionável mas a exteriorização dela no plano de jogo já é outra questão. Demora a resolver muitas jogadas que envolvam tomadas de decisão coletiva.

Quando as tomas no momento certo… faz jogar, mas jogando no meio dessa linha de três (atrás do ponta-de-lança Benzem) tem de ter uma missão/participação organizadora mais presente e influente.

Bale na direita é sempre um jogador limitado, até na aplicação da sua velocidade essencialmente vertical. Torna-se jogador de “picos”. Tem um “pico de velocidade” e intervenção no jogo e depois desaparece por vários minutos.

Até voltar a aparecer e estremecer adversário com outro “pico”. A seguir volta a desaparecer. E assim sucessivamente.
Na esquerda, o maior enigma de inicio de época: Hazard no Real é o mesmo que estava no Chelsea?

Sim, é, mas não consegue ter a mesma alegria no jogo para os seus zig-zags criativos (e com critério). É verdade que as marcações em Espanha são mais apertadas, mas não ao ponto dele se esconder tanto na faixa e não mudar de velocidade quando tenta arrancar para a diagonal em posse.

Individualmente, no sentido de explorar (acordar) as suas capacidades, é o trabalho em especificidade mais difícil e urente para Zidane fazer.

O culto goleador-altruísta de Benzema

Todo esta reflexão leva-me a (tirando o pêndulo-pivot Casemiro, silencioso e eficaz-indispensável) ao melhor jogador-avançado da equipa (ou a entender o que o jogo da equipa necessita com os seus movimentos). Benzema.

Já o defini, no passado, quando o acusavam de não marcar golos, como o “melhor ponta-de-lança, nº9, altruísta do mundo”, no sentido de respeitar quem joga a seu lado (quando com Ronaldo era evidente) e fazer movimentos que mais para ele brilhar, permitiam ao colega (até com assistências/passes para golo) marcar, mesmo na forma como joga em largura caindo na faixa (logo o acusam de estar longe da área..) é para abrir outros espaços no centro para… outros jogadores, arrastando antes ele próprio as marcações e dando amplitude criativa de movimentos á jogada.

Em Sevilha, repetiu tudo isso mas acrescentou a presença na área que a equipa agora necessita mais e surgiu, oportuno, no seu coração, a cabecear para o golo da vitória (0-1) na sequencia de uma jogada em que soube sempre como se mover.

Uma vitória e uma exibição com “marca Benzema”.

benzema artigo lobo

O regresso de Modric (se no melhor da sua forma) pode estabilizar o meio-campo (e James passar a jogar descaído a partir de uma faixa) e dar-lhe o sentido de organização colectiva que lhe falta na criação ofensiva lendo espaços em antecipação.

O poder do treinador (a sua capacidade de intervenção táctica) tem de surgir, porém, antes de ter esses jogadores que resolvem ou mascaram problemas globais.

É este, numa analise que toca todos os sectores de jogo em posse e reação á perda, o momento do futebol do Real Madrid.

Zidane tem, incomparavelmente mais do que no tempo do onze “10 + os golos de Ronaldo”, de provar aqui a sua dimensão verdadeira como treinador resolvendo os problemas da equipa através das suas ideias em forma de.. jogo e não esperando que um jogador os resolva com os seus golos em forma de…. resultado.

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