Raspadinhas sem controlo – SCML

Aposta Ganha / Promoções de Casas e Destaques / Raspadinhas sem controlo – SCML

Hoje não vos trago um artigo técnico ou de apreciação ao mundo das apostas online, mas falar de apostas, as famosas apostas nas raspadinhas. Será uma forma de apostar comprar uma raspadinha, raspar e esperar que esta seja contemplada por um prémio, alguns deles quase que serve de “moeda de troca” para ir buscar outra?

Diria que apostar o acto de apostar não é igual, semelhante talvez, penso que as Raspadinhas estão a ser um caso sério em Portugal

Esta semana saiu um estudo, se fosse preciso o fazer para se saber, que as Raspadinhas passaram a epidemia, e eu com medo do coronavírus ou da Gripe A, afinal as Raspadinhas são piores e consideradas como tal.

Raspadinhas sem controlo - SCML

Então, o estudo revela que os portugueses gastam em média cera de 160 euros por ano nas famosas raspadinhas, e comparando com os nossos vizinhos Espanhóis que apenas gastam 14 euros. Se compararmos os ordenados médios e o número da população, diria que os números de facto alarmam qualquer um.

Para termos uma noção dos números ao todo em Portugal a venda total chegou a bater os 1594 milhões de euros em 2018 o que equivale a cerca de 4 milhões de euros por dia. Meu Deus, a epidemia está mesmo acontecer!

As Raspadinhas podem não ser consideradas apostas, mas é um jogo, e aqui não teremos dúvidas, mas sendo um jogo a sua regulamentação, sobretudo protegendo os jogadores ela não existe, e poderá levar ao extremo – patologias associadas ao vicio do jogo.

O cerne da questão é que tendo muitos mais “apostadores” ou “compradores” de raspadinhas sem qualquer controlo aumenta os riscos ao vicio do jogo todo aumenta em proporção.

O que eu estranho e aqui é algo que vou fugir ao que se diz no estudo e a sua conclusão, é que sabendo destes números, sendo a SCML responsável pelo controlo deste “jogo” não faz nada por isso?

Não é esta instituição virada para “ajudar” quem mais precisa’? Não o “slogan” que ouvimos sempre, “Se perder está sempre ajudar?”

Então se deste jogo resultar pessoas viciadas com patologias associadas, a SCML vai ajudar? Será que a “cura” não terá que ser feita antes do que depois? Têm métodos de controlo ao vício?

Acho estranho que as nossas forças, Governo, Reguladores do jogo, não se apercebam disto antes, são precisos estudos, para se chegar a conclusões e dados que a própria SCML os tem!

A SCML sabe quantas raspadinhas vende, quantas têm prémio e quantas não têm, estes indicadores apenas não servem para se aperceberem que algo não está bem?

Mas não, se perder, está a ajudar…

Esta celeuma na sociedade portuguesa a meu ver terá que mudar um pouco, certo que só se ultrapassará com as novas gerações, aquelas mais bem informadas, mais bem-educadas, e que com um pequeno exercício de lógica se apercebem que algo não bate certo.

As Raspadinhas, voltando ao cerne da questão, tem um potencial enorme para o vicio, não tem controlo, encoraja qualquer um a jogar, porque o retorno é na hora, é imediato só temos que esperar o tempo de as raspar, certo?

O pior é que não é preciso saber nada sobre apostas, ou se a equipa A ou B vai jogar com os titulares ou se a odd está no par e Fair ou não.

Basta saber raspa, e a magia acontece, e ainda somo o facto de que algumas são “baratas” apenas 1 euro, um café como vejo muitos a dizer no agente oficial Santa Casa.

A publicidade é outro tema que promove este jogo, sem qualquer controlo, e ainda vou somar a “aceitação social e o baixo estigma associado a este tipo de vício”.

Se bem se lembram as Raspadinhas já existiam, mas com outro nome, a lotarias instantâneas, lembram-se?

Mas numa aposta forte no marketing, a parir de 2014 ao passarem a chamar raspadinhas o volume de vendas disparou e muito.

Raspadinhas Em suma, ouve uma “aposta” no marketing, mudança de nome até, e as vendas aumentaram, e que continue assim, não se passa para o passo “terminal” o vício do jogo, não interessa.

O estudo remete uma frase muito importante e que me deixa contente até: “Lidar com a epidemia das raspadinhas em Portugal é urgente e necessário.”

O estudo revela também que os doentes que chegam para resolver o vício do jogo são os familiares que os levam, onde têm relatos que estes doentes acabaram com as suas próprias poupanças e das suas famílias e assumirem dívidas incomportáveis.

É grave e a SCML sabe disto e nada faz…Não interessa, se perderes estás a ajudar!

A questão é, e agora? O que será que a Santa Casa irá fazer após o estudo revelado, mas já lá vamos.

É urgente regular as vendas, limitar o número de compras de raspadinhas por número fiscal de contribuinte, por exemplo, mas ao mesmo tempo não deixar de ajudar e o governo recolher os impostos associados a este tipo de jogo.

Agora vamos à “resposta” da SCML

A Santa Casa segundo li no Jornal Expresso, “o jogo não coloca em causa o rendimento das famílias. É seguro e saudável”

Amigos fiquei para “morrer” com esta declaração, mas vamos continuar:

Agora lê-se que afinal o “estudo” não é considerado estudo pelos olhos da Santa Casa, porque diz que falta informação relevante, qual? Já vamos ver, ou não!

Importa esclarecer que o artigo em causa não pode ser classificado como ‘estudo’, sendo que os dados citados se limitam à reprodução de valores contidos no Relatório & Contas 2018 da Santa Casa e no relatório anual de 2019 da Dirección General de Ordenación del Juego, não contemplando informação relevante para uma temática que deve ser tratada com toda a seriedade e rigor”, pode ler-se no comunicado enviado ao Expresso.

“Os Jogos Santa Casa lamentam que, a partir de dados genéricos e percepções sem qualquer tipo de fundamentação científica ou trabalho estatístico, se extrapolem conclusões genéricas.”

SCML

Algo que considero relevante, mas não a explicação para o problema é que a SCML refere que em Espanha não tem a famosa tradição para este tipo de jogo, e que por exemplo deveria ser comparado com França ou Suíça, que estes sim têm a famosa tradição deste tipo de jogo.

Em relação aos gastos por “apostador” a SCML a responder ao facto que têm apostadores a gastar cerca e em média de 500 euros dia, que os números do valor gasto das famílias tem-se mantido constante nos últimos anos, e que não chega a 1 por cento.

E ainda afirma o seguinte:

“Não coloca em causa o rendimento das famílias, mas antes fomenta formas de entretenimento seguras e saudáveis”, pode ler-se na nota, em que a instituição que tutela os jogos de sorte “acompanha e monitoriza as dinâmicas do mercado, assim como a evolução dos gastos por família em jogos sociais”.

A Santa Casa afirma também que garante uma política de jogo adequada e responsável, com o seu carácter social e licita e que é equilibrada e saudável.

Ora bem, e até porque este artigo já vai longo, em todas as declarações que eu li, a Santa Casa não refere como é que controla o jogador viciado, ou como controla os seus jogadores, pois nem sabem quem são!

Como é que sabem se o Jogador A compro/gastou 500 euros em raspadinhas? O número de contribuinte é pedido no ato da compra, ou é obrigatório dar, como por exemplo no jogo do PLACARD?

Apostar no Placard

Não! Não é, meus amigos a mim ninguém me engana, a SCML não tem qualquer mecanismo para proteger o apostador, não sabem quem são, quanto gastam cada um, e se compararem ao jogo do PLACARD, aí sim têm algum controlo.

Os agentes não são fiscais, não sabem de mecanismos de auto controlo emocional, nem médicos, para detectarem uma possível patologia ligada ao vício do jogo.

É grave a meu ver, e uma ressalva, este artigo é a base da minha opinião apenas, não sou contra as Raspadinhas, mas a favor do seu controlo e controlar quem aposta de mais á semelhança do que se passa nas apostas online, por exemplo.

Auto exclusão ao jogo deveria também ser um belo meio que a SCML deveria adotar, e controlar quem aposta e como aposta. Falamos hoje de raspadinhas, mas amanhã iremos ter outro estudo que afinal não será considerado como tal, que irá revelar outros úmeros chocantes, sei lá, tipo, Euromilhões?

Preocupante este estudo ou revelador de dados ou números, como queiram chamar, mas nada que os nossos olhos já não tenham visto. Querem “provas” e estudos “concretos” basta deslocarem ao seu agente SCML e passaram lá um dia a ver quem entre e quem sai, quem compra e quem não compra.

Digamos que hoje em dia existe dois pesos e duas medidas é por isto que me “revolta” o excesso de controlo no online, os impostos altos a condições altas para se poder jogar online hoje em dia, e num simples papel onde se raspa, tudo se faz, tudo é permitido!

Não quero dizer com isto que não quero controlo, ou ser libertino nas apostas ou no online, mas quero que o controlo seja para todos os tipos de jogos, seja de que formato forem! Uns deverão ser ainda mais controlados, pois a facilidade de jogar é outra.

Amigos é tudo por hoje, um artigo digamos de meter a mão à consciência e de alerta, e também que sirva para vos alertar de alguma forma, a vocês, ou de algum familiar que se veja abraços com um vício com este tipo de jogo.

Apostaganha desde de 2005 a trazer boas apostas e ajudar os apostadores em Portugal!


Outros links Apostaganha onde podes obter mais informações:

Receba Tips exclusivas e gratuitas no canal dos tipsters Profissionais Apostaganha: PROFISSIONAIS

Entra no nosso canal do telegram se queres Receber todos os Prognósticos, Destaques, Tutoriais, Promos e muito mais., assina o nosso CANAL .

Se queres conversar connosco também no Telegram através de CHAT Clica aqui….Assiste a todos os nossos podcast e dicas de apostas no nosso canal de youtube. Se gostas de outras redes sociais segue-nos no Instagram e Twitter.

2 Comentários para “Raspadinhas sem controlo – SCML”

  • Avatar
    Valter Manuel Domingos comentou:

    Parabéns Ricardo Matos pelo excelente artigo, desconhecia que a coisas fosse assim tão grave, como vejo pouca TV não vi noticia alguma referente a qualquer estudo sobre isto, mas que vê muita gente a comprar raspadinhas vê se, depois de ler isto sem palavras, quer dizer existe tanta preocupação com as apostas online e com estes tipos de jogos esta displicência toda, enfim……….

  • Avatar
    Fernando Sabino comentou:

    Acho que as autoridades competentes deviam examinar a forma como são feitas em relação a prêmios. Acho estranho que às vezes não saia nenhum prêmio em 15 ou 20 raspadinhas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *




CASAS DE APOSTAS LEGAIS
3,3 rating
Não tem bónus de Boas vindas para a apostas desportivas online.
4,0 rating
10€ Gráris mais 200% de bónus sobre o valor do seu depósito até um máximo de 50 de euros.
3,5 rating
5€ Grátis com o Código Promocional: apostaga
mais Bónus no primeiro depósito até um máximo de 100 euros.
3,0 rating
Não tem bónus de Boas vindas para a postas desportivas online.
3,3 rating
Bónus de Boas Vindas para o primeiro depósito de 50% até um máximo de 100€ euros.
3,5 rating
Bónus de Boas Vindas para o primeiro depósito aposta sem risco até 50 euros.
3,3 rating
Bónus de Boas Vindas para o primeiro depósito de 50% até um máximo de 50 euros.
3,8 rating
Bónus de Boas Vindas para o primeiro depósito de 100% até um máximo de 100 euros.
4,3 rating
Freebet de 10€ mais 100% de bónus sobre o valor do seu depósito até um máximo de 250 de bónus.
4,5 rating
Bónus de Boas Vindas para o primeiro depósito de 50% até um máximo de 50€ euros.