O dia de ontem ficou marcado pela conquista do 34.º título de campeão espanhol por parte do Real Madrid, que fez o que lhe competia, ao vencer o Villarreal, por 2-1, ao mesmo tempo que o Barcelona saía humilhado de Camp Nou, depois de cair aos pés do Osasuna (1-2).

CUMPRIR, VENCER E FESTEJAR

À entrada para a 37.ª e penúltima jornada de La Liga, aos “merengues” bastavam dois empates nos últimos dois jogos para confirmar matematicamente a conquista do campeonato.

Algo que nem seria necessário, dado que o Barcelona caiu com estrondo na receção ao Osasuna e permitiu que, no que dependesse de si, o Real fosse campeão até com uma derrota diante do Villarreal.

A equipa de Zidane entrou no jogo à procura de mostrar ao que vinha, dominando quase por completo uma equipa do Villarreal com muitas dificuldades em sair com perigo para o ataque.

Aliás, foi precisamente num lance espelho dessa dificuldade que o Real Madrid chegou à vantagem, ao minuto 29, após uma interceção de Luka Modric, que ofereceu de bandeja a Karim Benzema o golo inaugural.

No segundo tempo, os homens de Javi Calleja mostraram-se mais afoitos, procurando ir em busca do golo do empate, mas seria o Real Madrid a chegar ao que julgava ser o golo da tranquilidade, aos 77 minutos, após o francês Benzema converter da melhor forma um castigo máximo, assinalado após falta ganha pelo capitão Sergio Ramos.

Real rouba coroa ao Barcelona e é campeão

O Villarreal não baixou os braços e, seis minutos depois de sofrer o 2-0, conseguiu reduzir, com um belo cabeceamento de Vicente Iborra, assistido desde a direita por Mario Gaspar. Já em tempo de compensação, os madrilenos chegariam ao 3-1, por Marco Asensio, após sensacional jogada de Vinícius Júnior.

Contudo, o golo seria anulado após recurso ao VAR, por mão na bola de Karim Benzema no início da jogada. Nada que impedisse a festa do Real após o apito final.

ZIDANE REJUBILA COM A CONQUISTA

Em meio à alegria apaixonada com que os jogadores festejavam o regresso do Real Madrid aos títulos de campeão nacional (o segundo dos últimos quatro anos, mas também dos últimos sete), Sergio Ramos apontou méritos redobrados ao treinador Zinédine Zidane.

«Foi uma peça-chave, porque é o patrão do barco. É ele que tem que marcar a diferença e conseguiu porque confiou nos jogadores. Não há muitos que façam isso. Acreditamos nele, é um treinador único», disparou o capitão merengue.

Já o antigo internacional francês, que já conta com três Ligas dos Campeões no currículo de treinador ao serviço do Real Madrid, apontou a conquista do segundo campeonato da carreira como superior ao “tri” na “Champions”:

«Campeonato melhor que a Liga dos Campeões? Sim! É uma prova com 38 jogos em que ganha aquele que conquistar mais pontos. A Liga dos Campeões é a Liga dos Campeões, mas a verdade é que este é um dos dias mais especiais da minha carreira. Sem sombra de dúvida.»

A MUDANÇA DE RUMO NUM CAMPEONATO INÉDITO

Este é, como se sabe, um título vencido de forma inédita pelo Real, fruto da situação pandémica que afeta o território espanhol e todo o globo. A paragem forçada em março passado parece ter ajudado os “merengues” a mudar de rumo.

Ora vejamos. À data do interregno, concluída que estava a jornada 27 de La Liga, o Barcelona liderava a classificação com mais dois pontos que o Real Madrid. Desde aí, o rendimento totalmente díspar de uma e outra equipa levou à natural reconquista do campeonato por parte da formação da capital espanhola.

Simplificando em números: em 10 jogos realizados após a retoma da Liga Espanhola, o Real Madrid venceu 10, com 19 golos marcados e apenas 4 sofridos. Já o Barcelona ganhou apenas 6 jogos, empatou em 3 e perdeu 1.

Quer isto dizer que a turma de Setién mandou ao ar nove pontos, que acabaram por ser aproveitados pela equipa de Zidane da melhor forma para si própria e da pior para os “culés”.

Em abono da verdade, acredito que seja mais ou menos consensual que ambas as equipas, em termos de rendimento exibicional, ficaram muito aquém do esperado.

Ainda assim, o Real mostrou-se mais consistente e letal nas horas de aperto. Já o Barcelona pareceu sempre demasiado adormecido em si próprio, confirmando que está longe dos tempos áureos.

BARÇA HUMILHADO, SETIÉN COM OS DIAS CONTADOS

A quatro pontos da liderança do Real Madrid, o Barcelona já sabia de antemão que o tricampeonato estava demasiado longe. Ainda assim, em caso de vitória sobre o Osasuna, conjugada com a perda de pontos do rival na receção ao Villarreal, os catalães adiavam a decisão do título para a última jornada, onde defrontam fora o Alavés e o Real atua diante do Leganés.

Na partida com o Osasuna, cedo se percebeu que a apatia tomava conta da equipa do Barcelona, talvez por compreender, no seu íntimo, que o título estava perdido.

Sem Griezmann, lesionado, Quique Setién optou por deixar no banco Jordi Alba, Luis Suárez e Arturo Vidal. Apesar de ter, naturalmente, mais posse e passar mais tempo no meio-campo ofensivo, os catalães não se mostraram incisivos o suficiente e acabaram mesmo surpreendidos, aos 15 minutos, com o inesperado golo apontado por Arnaiz Jose.

Até ao intervalo, o Barcelona carregou em busca do golo da igualdade, porém sem a dinâmica necessária para criar oportunidades claras de golo. Já na etapa complementar, foi o génio de Messi a desbloquear, com o 1-1 apontado após cobrança exímia de um livre direto frontal à baliza de Sergio Herrera.

Um guarda-redes que nem teve muito trabalho (fez apenas duas defesas no jogo todo) e que viu a sua equipa chegar ao golo da vitória já nos descontos, numa altura em que o Osasuna jogava em inferioridade numérica, pela expulsão de Enric, desde os 77 minutos.

Roberto Torres, assistido por Enrique Barja, finalizou com sucesso um contra-ataque venenoso da formação de Pamplona, numa altura em que o ‘Barça’ já estava todo lançado no ataque em busca da vitória.

MESSI DISPARA PARA DENTRO E DEIXA AVISO

Uma queda, mas não uma queda qualquer. Esta foi uma derrota humilhante para o Barcelona, que atuou em casa sem chama, sem garra e que chega à última jornada do campeonato com o título perdido e a sete pontos do Real Madrid.

Após o jogo, Lionel Messi era o espelho da desilusão e não poupou nas críticas ao grupo liderado por Quique Setién, que terá sentenciado o seu destino na próxima época, havendo mesmo dúvidas (até da parte do próprio) se chegará ao final da temporada, numa altura em que, perdida a Liga Espanhola, o Barcelona tem ainda a Liga dos Campeões para poder conquistar.

Algo que, se as coisas continuarem como têm estado, dificilmente acontecerá. Quem o diz é Messi:

«Temos de ser auto críticos, a começar pelos jogadores mas todo o resto do clube também. Os adeptos estão a perder a paciência connosco porque não lhes damos nada. Se queremos lutar pela Liga dos Campeões muita coisa tem de mudar porque a jogar assim vamos perder com o Nápoles. O Real Madrid fez o seu trabalho, ganhou todos os jogos desde a retoma e nós perdemos muitos pontos que não devíamos ter perdido. Fomos muito irregulares.»

Já Setién falou em “frustração” e “injustiça” pelo resultado com o Osasuna. Em relação ao seu futuro, atirou de forma enigmática: «Espero treinar o Barcelona na Liga dos Campeões, mas não sei se vai ser assim…»

MALLORCA JUNTA-SE AO ESPANYOL NA DESCIDA

Nesta penúltima jornada, ficou ainda sentenciado o destino da equipa do Mallorca, que perdeu na receção ao Granada (1-2) e viu confirmada a despromoção para a segunda divisão.

Quem parece ter sete vidas é o Leganés, que venceu na visita ao Athletic Bilbao (0-2) e, ao somar a terceira vitória das últimas quatro jornadas, aproveitou a derrota do Celta (2-3) na receção ao Levante para se manter a um ponto da linha de água e da equipa de Vigo.

Na última jornada, o Celta visita o despromovido Espanyol, enquanto o Leganés recebe o recém-coroado campeão Real Madrid.

 

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