Situação insólita que está a marcar a atualidade do futebol português. Vitória de Setúbal e Aves podem estar de malas aviadas para o terceiro escalão, depois de terem falhado no cumprimento dos pressupostos financeiros obrigatórios para poderem participar nas competições profissionais na temporada de 2020/21.

SITUAÇÃO REVERSÍVEL E SUJEITA A RECURSO

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) comunicou ontem a decisão de condenar as equipas do Vitória de Setúbal e do Desportivo das Aves à descida ao Campeonato de Portugal, em virtude de ambos terem falhado na apresentação dos respetivos processos de licenciamento, a saber no que se refere a (in)cumprimentos de ordem financeira.

Ambos os clubes têm três dias para apresentar recurso da decisão para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e ficarem com tempo para poderem corrigir as respetivas falhas.

No caso do Vitória de Setúbal, segundo a Liga, o clube sadino falhou em três pontos do processo de licenciamento.

A saber: inexistência de dívidas a outros clubes; inexistência de dívidas a jogadores, treinadores e funcionários em sede própria; e a regularização das contas prestadas à Autoridade Tributária e à Segurança Social.

No que se refere à situação do Desportivo das Aves, são 16 os pontos em que a Liga menciona o incumprimento por parte do clube que tem estado a atravessar uma situação particularmente difícil, depois de toda a celeuma com a SAD, que chegou a colocar em causa a participação do Aves nas duas últimas jornadas da Liga NOS, nas partidas diante de Benfica e Portimonense.

Recorde-se que o Vitória de Setúbal conseguiu, em campo, confirmar a manutenção no primeiro escalão após a vitória da última jornada, contra o Belenenses (2-0).

Reviravolta na Liga NOS - Setúbal condenado a descer

Um triunfo que provocou grande festa dos jogadores após o apito final, mas também dos adeptos vitorianos nas ruas de Setúbal noite dentro.

Já o Aves protagonizou uma das piores campanhas das últimas épocas na primeira divisão e já tinha sido despromovido à Liga Pro, o segundo escalão do futebol nacional, correndo agora o risco de cair para o Campeonato de Portugal.

PORTIMONENSE CONVIDADO PARA SE SALVAR E À ESPERA DE DECISÕES

Azar (ou incompetência) de uns, sorte de outros. Com a situação comprometedora e de sério risco em torno do Vitória Futebol Clube (de Setúbal), quem poderá ficar a ganhar – e muito – será o Portimonense.

A equipa algarvia desceu ao segundo escalão depois de não ter conseguido fazer corresponder o seu valor de mercado dentro de campo, ao longo das 34 jornadas da última edição da Liga NOS, que ficou concluída no passado fim-de-semana.

Uma descida que pode ser revertida, caso se confirme a condenação do Vitória. Segundo a imprensa desportiva portuguesa, a Liga já endereçou o convite ao Portimonense (antepenúltimo classificado) para preencher a vaga deixada em aberto pela possível queda dos sadinos. Os algarvios já terão cumprido o respetivo processo de licenciamento.

Também a Liga Pro poderá ficar sujeita a alterações.

A confirmar-se a impossibilidade de Vitória de Setúbal e Aves participarem nas competições profissionais (primeira e segunda divisões), além do Portimonense ganhar o direito a ficar na Liga NOS, também o Cova da Piedade e o Casa Pia – que haviam sido despromovidos ao Campeonato de Portugal na sequência da decisão do cancelamento da II Liga – poderão ver as suas situações reverterem-se.

Terão, no entanto, de proceder nos próximos dias às diligências associadas à regularização das licenças.

SADINOS E AVENSES CONFIANTES EM VOLTE-FACE

Na sequência do comunicado da Liga que caiu como que uma bomba na comunicação social portuguesa, o Vitória Futebol Clube reagiu em comunicado, escusando-se, ao que parece, a prestar declarações diretas aos órgãos de imprensa.

O clube sadino assegura que irá recorrer da decisão para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e, referindo que está “ciente de que a razão está do seu lado”, promete “não baixar os braços”.

Já o Desportivo das Aves reagiu publicamente pela voz de António Freitas, presidente da estrutura diretiva do clube, que admitiu que era a “decisão esperada, porque sabíamos que nos faltavam alguns pressupostos.

No entanto, também se dizia que o Desportivo das Aves não ia jogar com o Benfica e o Portimonense e lá fomos. Vamos aguardar. Os advogados estão a trabalhar e isto pode ser reversível”.

“Nós metemos um Processo Especial de Revitalização (PER) em tribunal. A qualquer momento o juiz pode despachá-lo e isso altera muita coisa.

A partir de hoje temos cinco dias úteis para tentar, dentro da legalidade, colocar este processo em ordem, de forma a que o Desportivo das Aves possa estar no futebol profissional”, concluiu António Freitas, que mostrou confiança na reversão da decisão da LPFP.

 

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