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Rotinas, rituais e superstições nas apostas

Se na vida existe sempre algum grau de superstição, no desporto e nas apostas, por mexerem com o emocional e com o bolso, essas crenças irracionais são exacerbadas. Rotinas, rituais e superstições nas apostas.

Rotinas, rituais e superstições: do desporto nas apostas

E vou repetir já: irracionais. Achar que por fazer um certo ritual vamos afectar um resultado desportivo é só irracional. Por ser do contra adoro gatos pretos e o 13 é o meu número favorito.

Rotinas, rituais e superstições nas apostas

Foi sempre o meu número enquanto joguei. Porque isso não altera nada o rendimento desportivo. Como entrar com o pé direito ou esquerdo, ou aos saltos.

São apenas almofadas mentais para nos sentirmos mais confortáveis. Funcionam ou como desculpas cognitivas (sobretudo se o resultado não for o esperado) ou como calmantes mentais (porque estamos a colocar o peso numa entidade sobrenatural, seja religiosa ou não).

Mas comecemos pela Psicologia. Uma superstição é uma crença que, mesmo sem a existência de provas científicas, certos comportamentos tem uma relação causal com certos resultados. Esses rituais diferenciam-se das rotinas pré-competitivas, que são sequências de ações preferidas ou formas de comportamento repetitivas antes da tarefa ou gesto.

Ou seja, sempre que vemos um jogador de ténis a bater a bola um certo número de vezes ou um jogador de rugby a dar o mesmo número de passos para trás e para o lado antes de um pontapé de penalidade, eles estão a executar uma rotina para se focarem no momento presente, sem entrar em processo de ruminação (ou seja, estar sempre a pensar num evento passado) ou em processo de ansiedade de um evento futuro.

Porque os atletas sabem que o segredo de um bom desempenho numa tarefa, jogada ou jogo depende de se manterem focados no momento da ação

Certa vez um jogador de uma equipa que acompanhava falhou um golo feito logo nos primeiros minutos do seu primeiro jogo pela equipa. Confessou-me no fim que ficou a pensar naquele lance o jogo todo.

Ou seja, ficou a ruminar naquele evento e nunca mais se concentrou completamente. Ao perceber que era um atleta que podia ter tendência para ruminar, fi-lo concentrar-se na coisa mais importante de um jogo de futebol: a bola.

Em todos os momentos ele tinha de conversar com a bola, estivesse com ela ou não. Só assim eu consegui com que ele estivesse concentrado no momento presente.

Se resultou? Foi um dos nossos melhores marcadores. Tudo porque se concentrou naquilo que é de facto importante.

Mudando de desporto, aqueles tiques que vemos o Nadal a fazer antes de cada serviço são uma rotina em que revê o que aconteceu na jogada anterior e antecipa o que tem de fazer no ponto seguinte.

Não há superstições

Há um controlo completo por parte do atleta sobre a sua preparação e execução, e não uma entidade externa ou sobrenatural. Assim, rotinas e rituais distinguem-se pelo controlo interno ou externo e pelo propósito racional ou irracional das ações.

Agora digam-me, enquanto apostadores, quantos rituais irracionais tem ou se apoiam quando apostam? Desde não ver o jogo, apostar com a mão esquerda, não querer abrir os resultados, tudo coisas que afetam zero o resultado do evento.

O apostador agarra-se a cadeias de ligações irracionais (e normalmente os rituais vão crescendo em tamanho e duração) na esperança que isso lhe traga sorte. E qual o problema disso?

Não há superstições

É um problema sempre que essas crenças afetem as análises e apostas efetuadas.Da mesma forma que falei noutro artigo sobre o facto de apostarmos na própria equipa poder afetar a capacidade de análise, também acreditar em fatores irracionais que possam influenciar o jogo é um erro de apostador.

Como disse, um apostador profissional (ou pelo menos que tenha a vontade de ganhar dinheiro com as apostas) tem de diminuir a emoção e irracionalidade ao máximo.

Ao longo dos anos em que fui atleta e sobretudo a partir do momento que comecei a acompanhar atletas e equipas, encontrei dezenas de superstições

De tal forma graves que no desporto profissional se chama “pé frio” a qualquer treinador, médico, fisioterapeuta, roupeiro ou psicólogo, que entre de novo e não tragam vitórias. Diria que tive a sorte de ter bons resultados nas equipas que acompanhei. Nunca fui chamado de “pé frio”, mas também sempre que o ouvi para outras pessoas, procurei explicar o quão irracional isso é.

Que em qualquer atividade o que importa é a competência e não outros fatores. Vi treinadores a serem rotulados como azarados quando o problema eram questões físicas, técnicas ou táticas.

bella gutman benfica

Vi jogadores que em vez de treinar aspetos relacionados com a sua posição, se preocupam com calçar as meias do avesso ou jogar com um terço nas cuecas. Umas das maldições futebolísticas mais conhecidas foi criada por Béla Gutmann.

O treinador húngaro, furioso por ter sido afastado pela direção do SL Benfica, profetizou que jamais ganhariam uma final europeia sem ele. A 6 de Março de 1968.

Desde então foram cinco finais perdidas.

E em algumas delas até terra da campa do falecido treinador levaram. Tudo porque é mais fácil culpar a maldição do que perceber que numa das finais o adversário era o Milan fortíssimo dos três holandeses (e que ainda assim ficou 1-0), noutra o lateral direito falhou o penalti decisivo depois de ter sido o melhor em campo, noutra foram roubados contra o Sevilha e só perderam nos penaltis e que contra o Chelsea sofreram um golo ao minuto 92.

Se houve azar? Houve, como há em todos os jogos. Se se deve ao que um senhor disse há cinquenta anos? Não. Tal como o Brasil do Maracanazo perdeu com o Uruguai por causa de um erro do guarda-redes e os 7-1 com a Alemanha porque eram muito inferiores aos germânicos.

Tendemos a tentar arranjar explicações como superstições, fantasmas ou extraterrestres porque é mais fácil. Difícil é analisar o erro. Quando temos um green, achamos que a nossa análise foi fantástica. Dificilmente damos valor que houve uma bola no poste a nosso favor ou que houve um autogolo quando precisávamos do over.

Mas se por acaso há um red, facilmente caímos na tentação de não analisar o porquê e limitamos-nos a dizer “Tive azar!”. Seja nas apostas, no desporto ou na vida.

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