À medida que se aproxima o arranque da próxima edição da Liga Portugal, começamos a chegar à parte cimeira da tabela classificativa e, nesta análise, já estamos agarrados à metade superior da classificação referente a 2019/20.

EXPECTATIVA EM GUIMARÃES COM QUARESMA NO TOPO

O “hype” à entrada para a última temporada era elevado, com o Vitória de Guimarães a apostar na contratação de um dos melhores treinadores do ano anterior: Ivo Vieira, que colocou o Moreirense a jogar um futebol digno de equipa grande.

Em Guimarães, o jovem técnico português voltou a colocar a equipa a jogar à sua imagem, mas não conseguiu os resultados pretendidos. Apesar de ter visto o Vitória protagonizar exibições para recordar contra Arsenal, Benfica, FC Porto ou Sporting, a verdade é que o futebol não se faz de vitórias morais.

Em virtude disso, não satisfeita com o rendimento da equipa, a direção vimaranense presidida por Miguel Pinto Lisboa achou por bem não renovar o voto de confiança em Ivo Pinto… para contratar Tiago Mendes, uma incógnita gigante, até pela ausência de experiência profissional como técnico principal.

Um claro indício de que, hoje em dia, os empresários deixaram de ter um papel secundário para inferir diretamente no que se passa em campo? Merece reflexão.

Certo é que a aposta recaiu em Tiago, antigo médio internacional português que acumulou experiência na equipa técnica de ‘El Cholo’ Diego Simeone no Atlético Madrid, antes de rumar ao escalão de Sub-20 da Seleção Portuguesa, liderada por Hélio Sousa.

Aos 39 anos de idade, o antigo médio de Benfica, Chelsea, Lyon, Juventus e Atlético Madrid terá a sua primeira oportunidade e logo num posto de enorme exigência, tal não fosse a cobrança da apaixonada massa adepta vimaranense, capaz por criar, num cenário normal (que não vivemos), um dos ambientes mais hostis da Liga Portugal no D. Afonso Henriques.

Com uma aposta clara em intrometer o Vitória na luta pelo acesso à Liga Europa (até porque a história do clube obriga a lutar pelo top-5) e em ir o mais longe possível nas taças (sonhando com uma conquista, até para se aproximar do nível demonstrado recentemente pelo arquirrival Braga), o clube tem investido num misto de jogadores jovens e experientes.

EXPECTATIVA EM GUIMARÃES COM QUARESMA NO TOPO

No topo das contratações está, naturalmente, Ricardo Quaresma, que, aos 37 anos, deixou o futebol turco para voltar a Portugal, onde espalhou magia ao serviço de Sporting e FC Porto. Na mesma linha de aposta na experiência, chegou Sílvio, lateral-direito que já passou pelo Benfica e estava em Setúbal.

Numa lista que ronda as 15 contratações, o destaque vai para o investimento declarado na juventude, com destaque para as contratações de Matous Trmal (guarda-redes de 21 anos, que valeu 1.20 milhões ao Slovácko), Lyle Foster (avançado de 20 anos ex-Mónaco que custou o mesmo valor), Pepelu (médio espanhol que se destacou ao serviço do Tondela em 19/20) e Gideon Mensah (ala-esquerdo emprestado pelo Salzburg com valor de mercado próximo dos 3 milhões de euros).

Na próxima sexta-feira, o Vitória Sport Clube estreia-se diante do Belenenses, em casa, naquele que será o segundo jogo da época 2020/21 da Liga Portugal. Com um favoritismo óbvio nas casas de apostas (1.38), a pressão estará toda do lado da equipa de Tiago.

BOM TRABALHO LEVA A APOSTA NA CONTINUIDADE NO MOREIRENSE

Há dois anos atrás, o Moreirense destacou-se no nosso campeonato como uma das equipas que melhor futebol praticava, na altura liderada por Ivo Vieira. Para o seu lugar, chegou Vítor Campelos, que apesar dos resultados interessantes saiu na fase inicial de 2019/20.

A aposta seguinte da direção dos “cónegos” foi feita em Ricardo Soares, treinador que se destacava na Liga Pro pelo Sporting da Covilhã e que mereceu a primeira oportunidade no primeiro escalão.

A um início difícil, o técnico de 45 anos respondeu com classe, catapultando o Moreirense para uma excelente segunda volta, onde voltou a destacar-se pela organização defensiva e ofensiva de um futebol que lhe permitiu ser a equipa mais tranquila no lote das que lutavam pela manutenção.

Para a nova temporada, Ricardo Soares viu o clube manter boa parte da espinha dorsal da equipa da época passada, ainda que tenha perdido jogadores como Iago Santos, Rafik Halliche ou Bilel Aouacheria.

Numa lista de contratação a rondar a dezena de jogadores, os destaques vão para as chegadas de três jogadores: Felipe Pires, Yan e Nahuel Ferraresi.

O primeiro é um extremo esquerdo brasileiro de 25 anos que chega de uma das maiores montras do futebol mundial… a Bundesliga.

BOM TRABALHO LEVA A APOSTA NA CONTINUIDADE NO MOREIRENSE

Ao serviço do Hoffenheim, o atleta que rumou à Europa por via do Leipzig e que passou pelo futebol austríaco, contando ainda com um regresso ao Brasil para representar Palmeiras e Fortaleza, não conseguiu destacar-se e promete vir a ser uma das figuras deste Moreirense 2020/21.

Yan é um extremo brasileiro que atua pela direita e que, aos 22 anos, terá a segunda aventura em Portugal (representou, na segunda metade de 18/19, o Estoril), cujo passe pertence ao Palmeiras, que o emprestou ao Sport Recife na última época.

Por fim, Nahuel Ferraresi é um jovem defesa-central de 21 anos que conta com três internacionalizações pela seleção principal da Venezuela, passou a última época emprestado ao FC Porto B e vai agora para Moreira de Cónegos por empréstimo do… Manchester City.

O Moreirense apadrinhará a estreia do Farense (3.25) no regresso ao convívio dos grandes, no próximo domingo, em Moreira de Cónegos, num jogo onde é dado como favorito à vitória (2.20), sendo o Empate (3.15) o segundo cenário mais provável na Betano.

CIMENTAR OS AÇORES NO PANORÂMA NACIONAL

Santa Clara e Moreirense são duas equipas que conseguiram cimentar-se no topo do futebol português com boas campanhas nos últimos anos, já o Vitória Sport Clube procura voltar à glória europeia.

Numa ligação fortemente conectada entre a política regional e o desporto, o Santa Clara procura promover continuidade ao trabalho levado a cabo nos últimos anos, que devolveu o clube açoriano ao topo do futebol nacional mais de uma década depois da última presença.

Em 2018/19, os insulares conseguiram uma boa campanha na luta pela manutenção e superaram as expectativas na última época, com méritos redobrados para o trabalho desenvolvido por João Henriques nos dois anos.

O treinador alegou que precisava de mudar de ares, até para voltar a estar perto da família, falou-se numa forte possibilidade de rumar a Guimarães, mas a verdade é que continua desempregado, tendo chegado ao Santa Clara, para o lugar deixado vago pela sua saída, Daniel Ramos.

O treinador de 49 anos que tem acumulado experiência, desde 2017, no primeiro escalão (Marítimo, Chaves, Rio Ave e Boavista), voltou aos Açores, onde conseguiu um excelente arranque de campanha na segunda divisão, em 2016/17, ao serviço do Santa Clara – que lhe valeu a “promoção” para o Marítimo.

CIMENTAR OS AÇORES NO PANORÂMA NACIONAL

Relativamente às mexidas decorrentes do mercado de transferências, o Santa Clara até ao momento só perdeu uma figura indiscutível no onze titular da última época: Zaidu Sanusi, que rumou ao FC Porto, a troco de 4 milhões de euros. Ao lateral nigeriano, juntaram-se na lista de saídas peças como Zé Manuel, César Martins e Guilherme Schettine.

O trabalho inverso garantiu a contratação de oito jogadores, a grande maioria jovens em fase de ascensão das suas carreiras.

Com qualidade relativamente duvidosa, devido à falta de conhecimento que existe sobre os atletas em questão, destacam-se as chegadas de Mikel Villanueva (internacional venezuelano ex-Málaga, de 27 anos, que atua como defesa-central), Mansur (lateral-esquerdo brasileiro ex-Atlético Mineiro avaliado em cerca de meio milhão) e Gustavo Viera (jovem promessa de 19 anos ex-Liverpool Montevideo, que atua como ponta-de-lança, contando já com algumas internacionalizações pelas camadas jovens da Seleção Uruguaia).

A estreia no campeonato está marcada para o próximo domingo, no Estádio de São Miguel, frente ao Marítimo. Na Betano, o Santa Clara é favorito (2.18) a vencer o “derby” insular.

 

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