“Santa… paciência” por Luís Avelãs

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O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias decidiu no passado dia 8 a favor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e contra a empresa de apostas online Bwin, que pretendia operar em Portugal.

Várias foram as reacções, em primeiro o comunicado da própria bwin sobre esta decisão, outra das reacções veio da Liga de Clubes a exigir a regulamentação nas apostas online mas de todas estas queremos destacar um fabuloso artigo de opinião publicado no site do Jornal Record pelo famoso Luís Avelãs que toca em todos os pontos nevrálgicos e “feridas” deste processo que passamos a citar:

“Santa… paciência” por Luís Avelãs

A polémica em torno das casas de apostas “on line” volta a estar na ordem do dia. Confesso que começava a ficar preocupado com o atraso no ressurgimento da discussão sobre o tema.

É que mal tive conhecimento do patrocínio da Betclic a vários emblemas do principal escalão do futebol luso fiquei com a certeza que, por esta ou aquela razão, o assunto saltaria de novo para a opinião pública, depois de a primeira onda de choque ter ocorrido quando a Liga de Clubes resolveu vender o “naming” do Campeonato Nacional à Bwin.

Segundo acabei de ler, o Tribunal de Justiça Europeu deu razão à queixa apresentada pela Santa Casa da Misericórdia que, mal teve conhecimento do acordo entre a Liga e a Bwin, se mexeu no sentido de impedir a ligação. Ou melhor: com o intuito de inviabilizar toda a publicidade da empresa em solo luso.

O mais curioso – e que chega até a dar vontade para rir – é que as empresas de apostas “online” pouco ou nada precisam de jogar “às claras” para ganhar muito dinheiro em Portugal.

Qualquer pessoa pode, através de um computador com acesso à Internet, ser cliente da Bwin ou de qualquer outra casa. E passar o tempo a gastar o seu dinheiro tentando adivinhar o resultado certo de um encontro de ténis, os pontos de um jogo de basquetebol ou, pura e simplesmente, quem dará o pontapé de saída no Hungria-Portugal de quarta-feira.

"Santa... paciência" por Luís AvelãsSerá esta uma actividade lógica para um cidadão estoirar uns euros? Se calhar… não!

Mas será melhor optar pelas idas ao casino, comprar fracções de lotaria, preencher resmas de impressos do Euromilhões, Totobola, Totoloto ou Joker ou por raspar milhões de papéis recheados de desenhos estranhos? Depende… dos gostos!

Ninguém pode ter a presunção de considerar o que é indicado, correcto ou socialmente aceitável para mim ou para o meu vizinho. Sugerir ou dar uma opinião é o máximo que se pode aceitar sobre estes temas.

A liberdade individual faz com que todos os cidadãos possam escolher, sem interferências, onde (e como) querem gastar parte (ou todo que seja) do seu dinheiro. Se optar pelas apostas “online” ninguém tem nada a ver com isso.

Quem assiste a esta conversa de “queixinhas” fica com a ideia de que as casas de apostas são meras empresas de “jogos de azar”, deixando para a Santa Casa a parte dos “jogos da fortuna”. E isso, para além de mentira, é inaceitável.

É verdade que a Santa Casa reutiliza parte considerável dos seus lucros em acções sociais, mas também não podemos esquecer que as empresas de apostas distribuem somas astronómicas por muitos dos parceiros envolvidos no seu negócio, de clubes a federações, passando pelos meios de comunicação.

Em vez de questionar o comportamento de terceiros, porque razão a Santa Casa não resolve patrocinar a Liga de futebol? Ou a maioria dos clubes que nela participam? Está com medo de poder ser acusada de interferir com a verdade desportiva, conforme diz ser possível por parte das empresas privadas no decorrer da sua actividade?

Provavelmente já se esqueceram do que se passou em determinados países europeus, bem antes do aparecimento das casas de apostas, quando o Totobola foi responsável por uma série de adulterações…

A Santa Casa, como muito boa gente (e empresas de vários sectores) neste País à beira-mar plantado, gosta de jogar num esquema de monopólio. Percebo a ideia mas, naturalmente, não a subscrevo.

De uma vez por todas está na altura do Governo mudar a lei que possibilita toda esta confusão. Se o Real Madrid, AC Milan ou Bayern Munique podem ser patrocinados – a troco de milhões de euros – por uma casa de apostas, porque raio a Liga ou os clubes nacionais estão impedidos de ter acesso a essas verbas?

Quem contribui para isso, no mínimo devia ter a decência de os ressarcir de outra forma. E claro que não estou a falar das migalhas oriundas do Totobola.

PS – Aguardo, igualmente com curiosidade, o momento em que alguém se vai lembrar de embirrar com o patrocínio da Liga de Futebol (e de vários clubes) ou da Taça da Liga por, directa ou indirectamente, publicitar produtos interditos a crianças e adolescentes. Palpita-me que a desculpa das “bebidas zero” não será suficiente para amainar a discussão.

Fonte: Record

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