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Segredos do Trading: Pilar II – “O Factor Humano”

Segredos do Trading: Pilar II – “O Factor Humano”. Infelizmente para nós, o desporto e as próprias apostas não são uma ciência exacta.

Se o fossem, uma fórmula ou um sistema (áreas que gosto muito) seriam uma resposta para o que todos procuramos, mas não o são.

As Casas de Apostas podem impor regras a seu belo prazer, e explorar mais que nós, meros consumidores, a vertente matemática deste mundo, por isso a única maneira que dispomos para sermos bem sucedidos é precisamente perder o mínimo possível.

Ao investir numa determinada fórmula que pré estipulamos, estamos a correr um risco que poderá ser maior ou menor, com a consciência plena que ainda que seja um Benfica a vencer 0-2 ao intervalo, podemos perder a nossa aposta.

Assim sendo, não nos basta apenas conhecer e analisar o mercado, pois tudo pode acontecer.

Ao invés de tentar maximizar os nossos lucros, temos que ter consciência que estamos em desvantagem na guerra contra as casas de apostas, logo, vamos tentar ter o mínimo de prejuízo possível.

Para tal, é necessário não uma fórmula, mas o factor psicológico, aquilo que nos torna seres racionais, ou o controlo desse mesmo factor.

Ao início, para alguém que não tenha treino sobre o seu controlo emocional, este é um oponente e uma desvantagem para quem quiser ter sucesso no trading.

Ao longo de três morosos patamares, parte-se desta luta com as emoções, começamos a dominá-las e ignorá-las e por fim a tirar partido das mesmas e tornar o que no início era um ponto negativo numa vantagem para nós.

Ainda que muitos defendam que as emoções devem ser totalmente postas de lado nas apostas, defendo que podemos torná-las uma vantagem.

Senão vejamos: estamos a falar no ser humano em geral, logo, concluímos que a maioria (não a totalidade) dos apostadores do outro lado têm estes mesmos sentimentos que nós.

Ora, se já temos um treino suficiente para poder dominar estas mesmas emoções, temos poder para determinar quando é que estas mesmas emoções surgiriam se não detivéssemos esse mesmo controlo.

Tal como já referi anteriormente, é fundamental a análise do mercado – e o que é o mercado senão a reacção emocional dos apostadores que estão do outro lado?

Podemos portanto controlar essa emoção e perceber que estamos a cair na armadilha onde caímos “por defeito”, e simplesmente tomar a direcção oposta, tirando proveito do erro emocional de todos os outros.

Isto em termos meramente exemplificativos, pois há inúmeras outras maneiras de ter vantagens com as reacções emocionais, mas neste momento apenas interessa concluir que é necessário ter esse controlo emocional e não ser dominado por ele, mas dominá-lo.

Outra vertente do factor humano nas apostas é evidentemente a disciplina.

Segredos do Trading: Pilar II - “O Factor Humano”Fora raras excepções de génios que constituem uma pequena percentagem entre nós, a disciplina é indispensável para qualquer área da nossa vida no dia-a-dia.

É evidente que é possível ter sucesso sem ela, mas se partimos em desvantagem para este mundo das apostas, todas as armas que temos à nossa disposição são imprescindíveis.

Porquê ignorá-las? Porquê deitar fora a oportunidade de poder fazer melhor?

Parece estranho que as pessoas não sejam organizadas relativamente às suas apostas, mas a verdade é que a maioria das pessoas não segue qualquer ordem, programa ou regra.

Simplesmente não há disciplina sobre nós próprios.

Assim como as aulas têm um programa a ser dado por forma ordenada, ou os livros têm um índice e determinada ordem, ou uma boa tese tem uma introdução, desenvolvimento e conclusão, nós apostadores devemos também ser organizados e disciplinados.

É fundamental escolher um horário individual, planear as apostas que faremos com antecedência e sublinho muito este ponto (sem um planeamento antecipado é impossível termos todos os dados necessários para a nossa análise.

Abordagem de um jogo pontual é o mesmo que jogar na roleta ou no euromilhões), definir que equipas, desportos e jogadores nos vamos focar ao longo de uma época (e não na próxima semana) e manter sempre um histórico actualizado com estatísticas, resultados, e comentários a cada aposta individual.

Recomendo que se faça um comentário de um parágrafo antes da própria aposta e depois da aposta, quer esta acerte ou falhe, e da maneira mais imparcial possível.

São possíveis quatro cenários, perante os quais o apostador terá sempre que comentar.

A ideia que quero transmitir é que o mais importante não é acertar a aposta, mas sim a análise.

De nada nos serve ter sorte muitas vezes, pois a longo prazo o destino será irremediavelmente diferente.

Na primeira hipótese, a que preferimos, fizemos uma análise correcta do respectivo jogo e em modo de bónus conseguimos que a aposta nos fosse favorável.

Na quarta hipótese, tudo nos passou ao lado e a nossa recompensa foi prejuízo e tempo perdido, por isso devemos analisar onde errámos e tirar proveito desse erro para o futuro (para não o repetir e, ainda melhor, para poder lucrar com esse erro com base na mesma situação, tomando o caminho oposto).

Até aqui tudo bem, mas mais complexo será analisar a segunda e terceira situações: para o leigo apostador, a segunda situação é boa e a terceira é má, mas na verdade passa-se o contrário.

É evidente que pretendemos que não se passe a terceira situação, pois teremos prejuízo, mas mais uma vez repito que o que interessa é a análise, e a longo prazo devemos repetir essa mesma decisão e obteremos lucro, algo que um apostador comum nunca faria pois vê linearmente o seu objectivo reduzido ao lucro, sem pensar “out of the box”.

Por vezes nem sempre o caminho mais curto é o melhor, e não estamos a falar de um fim último: as apostas não têm fim, mas sim um caminho longo e doloroso; e o nosso objectivo é amenizá-lo e não chegar ao fim.

Quando pararmos de apostar porque perdemos muito ou ganhámos o que queríamos, não chegámos ao fim, simplesmente parámos pelo caminho.

Estamos a falar de probabilidades e não de uma consequência lógica.

Devemos portanto sentir-nos felizes com o terceiro caso, e mesmo que obtenhamos lucro com uma análise errada, devemos tentar perceber onde errámos e simplesmente agradecer a boa sorte que tivemos, mas não nos vangloriarmos da mesma.

O factor humano é, sem dúvida, fundamental no nosso estudo, e possivelmente não o mais moroso a estudar, mas o mais complexo e difícil.

Quando pensamos no “mau apostador” pensamos sempre no indivíduo que está viciado e que investe dinheiro fundamental para a sua sobrevivência.

E quando pensamos no “bom apostador” pensamos em alguém modesto, ponderado e sereno.

Porque será? É difícil afirmá-lo, mas há quem simplesmente não tenha nascido para apostar por não conseguir dominar o seu lado emocional, e em casos extremos é possível arruinar uma vida e a dos que nos rodeiam, por consequência.

É necessário entender que o factor psicológico deve ser dominado por nós, e nunca nos dominar a nós.

Escrevam num papel, ou melhor, façam um quadro onde se leia “Eu tomo as minhas decisões” e coloquem-no bem visível à vossa frente, e imponham a vós próprios que o leiam antes de confirmar qualquer aposta, e verão que as decisões erradas serão substancialmente reduzidas.

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