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Segredos do Trading: Será o ténis o desporto rei?

Nesta edição irei abordar o ténis como mercado muito favorável ao trading: o mercado Match Odds, Set Betting e Handicap são os meus três mercados de eleição.

Porque prefiro o ténis em prol de outros desportos? Quais as vantagens e desvantagens? Que truques recorrentes dispomos com frequência?

Tal como referi anteriormente, a minha atitude perante o trading é sobretudo defensiva, ou seja, tentar não perder ao invés de tentar grandes lucros.

Em jogos de ténis, torna-se portanto razoável que aplique maioritariamente scalping quando aposto no favorito e trades com mais ticks quando aposto no(a) underdog.

Tenho tendência a preferir mercados com apenas duas possibilidades, dando portanto preferência ao Basket, Ténis ou mercados DNB e U/O 2.5 no Futebol, por exemplo.

Em caso de 3 ou mais possibilidades, parto sobretudo de lay a alguma posição ou dutching a várias, pois é muito comum ver odds sobrevalorizadas nos favoritos, que podem ser aproveitadas de imediato no primeiro set.

Mas a maior vantagem que um jogo de ténis traz é o facto de haver variações de mercado muito mais frequentes, e o mercado nunca suspender até ao final, ao contrário de uma partida de futebol, em que o mercado apenas mexe com os golos e cartões, pois o factor tempo altera a odd muito lentamente (pelo menos no início).

Num jogo de ténis, o gráfico de representação de mercado é tudo menos constante, qual sinusoidal desenfreada.

Outro facto que me fascina é saber que o factor tempo não tem influência directa na movimentação de mercado, pois qualquer jogo pode virar sem depender do adversário ou do tempo.

É possível estar a um serviço da derrota e virar um jogo com um simples break.

Bons exemplos recentes deste facto são Ivan Dodig vs Nadal, 1-6, 7-6(5), 7-6(5), 2ª Ronda em Montreal (2011), Tsonga vs Federer, 3-6, 6-7(3), 6-4, 6-4, 6-4, QF do Wimbledon 2011 ou Djokovic vs Federer, 6-7(7), 4-6, 6-3, 6-2, 7-5, SF do US Open 2011.

É algo muito comum de acontecer, e escusado será dizer que fazer leverage a odds entre 1.01 e 1.1 é uma mina, se soubermos ler bem o jogo.

Sem falar em valores, mas analisando apenas a diferença entre um trade que posso fazer num jogo de futebol e num jogo de ténis, apesar de admitir que o futebol não é de todo o meu forte.

Sinto honestamente que a variação de odds num jogo de ténis é muito mais lucrativa no longo prazo que nos jogos de futebol, que se tornam mais lentos e abrem menos janelas de oportunidades.

Vejamos os exemplos seguintes

 

Segredos do Trading: Match Odds, Set Betting e Handicap

 

No jogo do Sporting, o que fiz foi aproveitar os momentos mortos de um jogo em que considerei as odds demasiado sobrevalorizadas (e, realmente, o Sporting viria a perder).

Foi uma boa análise, mas o trabalho, atenção, stress e risco que proporcionou trouxe um lucro muito menor do que teria se tivesse investido esses mesmos trabalho, atenção, stress e risco num jogo de ténis, disso não tenho a menor dúvida.

Em casos como no jogo do Dolgopolov e do Benneteau, aproveitei momentos em que se encontravam com um set a menos e com um jogo de serviço menos conseguido, confiando na sua recuperação nesse mesmo jogo de serviço.

Situações que provocam alterações absurdas nas odds, e compensam os casos em que o jogo de serviço corre realmente mal (nestes casos assumo a perda sem problemas, apenas tentando recuperar no mesmo jogo se realmente considerar essa reacção EV+).

Nos restantes jogos, entrei nos jogadores favoritos que perderam o primeiro set, e trabalhei sempre sobre a premissa de que eles não seriam quebrados no segundo set.

Se trabalharmos com uma ideia fixa, assumindo um determinado risco, não vamos hesitar nos momentos mais delicados, e não vamos cometer tantos erros como cometeríamos ser tivéssemos entrado nesse mercado sem uma estratégia delineada.

A determinada altura do jogo, o lucro dos nossos trades ultrapassa a própria stake, e a partir daí, trabalha-se com risco zero

Investindo apenas o lucro que se teria, “saltitando” de uma posição para a outra, decidindo ou não acabar com hedge ou com o lucro totalmente descaído para um dos lados.

Na minha opinião, o ténis é muito mais aconselhável a trabalhar sob a forma de trading e muito menos como punter, pois estamos a desaproveitar estas variações de mercado.

Neste momento preparo-me para trabalhar o jogo Jankovic vs Radwanska (24/02/12), comprando pré-live Jankovic @ 2.94.

Se eu esperar que a odd desça até 1.84 e fizer um lay com o valor da minha odd inicial, terei uma “free bet” com uma odd @ 2 na vitória da Jankovic.

Mas em vez disso, se trabalharmos os frequentíssimos (sobretudo em WTA) altos e baixos, a Jankovic pode nem sequer ver a sua odd descer para @ 2 e mesmo assim obtermos o mesmo efeito.

É isso que mais me fascina no ténis: a facilidade com que isto pode ser feito.

Sempre que invisto determinada stake em determinada posição, o meu objectivo é, normalmente, fazer entre 10% a 20% dessa stake, e fechar a minha posição com hedge (valores que podem aumentar se for evidente que não é uma boa posição a deixar aberta).

Ora, isto são apenas aproximadamente 15 ticks de lucro que temos que fazer.

Sabendo que a odd irá subir e baixar tantas vezes, com uma boa leitura de jogo, devemos arriscar em picos que consideramos que irão descer por volta de 5 ticks várias vezes nesse mesmo jogo.

Se eu compro uma odd @ 3 é porque considero que a odd irá baixar até aos @ 2.5 (25 ticks) várias vezes nesse mesmo jogo. Só depois dessa análise vale a pena tentar fazer algumas ticks.

É necessário ter esta grande margem para nos sentirmos confortáveis e ir juntando pequenos lucros com um risco extremamente baixo.

Quem diz odds de @ 3 diz de @ 6 ou mesmo de @ 10.

Se eu considerar que a odd pode facilmente chegar aos @ 9 ou @ 8 várias vezes nesse jogo, é nesse momento que entro no mercado.

O truque é jogar com os altos e baixos e entrar apenas quando temos essa segurança na nossa análise de jogo, e no ténis uma odd tão depressa está em @ 10 como em @ 3, à medida que o jogo se desenrola.

O seguinte gráfico é referente ao jogo da Jankovic, com 5-1 no 2º set. O que fiz foi entrar com a convicção que o jogo iria ter 3 sets, ou pelo menos que a Radwanska não ganharia 2-0.

Assim sendo, mantive a minha aposta em @ 2.94, apesar de ter perdido o 1º set, e inclusivamente comprei novamente Jankovic @ 6.

Reparem como entre os números 1 e 2 temos oscilações enormes, com altos e baixos com variações de dezenas de ticks.

Um jogo equilibrado como este ainda denota mais este tipo de oscilações (já houve 8 breaks até agora, 4 para cada lado).

Num jogo masculino, uma vez que não há tantos breaks, por norma, torna-se mais comum jogar com quem está a servir, ao passo que num jogo feminino (normalmente onde o jogo de serviço não é tão preponderante), é rentável jogar na expectativa de haver quebras de serviço com facilidade.

Mercado Jankovic to Win no final do 2º set – Jogo Jankovic vs Radwanska (24/02/12)

Mercado Jankovic to Win no final do 2º set – Jogo Jankovic vs Radwanska (24/02/12)

Em que alturas apostar? Que momentos e truques podemos aproveitar? Cada um se adaptará e descobrirá os momentos em que considera que a odd baixa com toda a segurança.

Alguns bons momentos são um favorito a perder o primeiro set (comprar no final do serviço do adversário), um favorito a perder 0-15 no seu jogo de serviço e a fazer 2º serviço, um bom server no tie-break (tie-breaks têm alterações de odds altíssimas), jogos do adversário que vão a vantagens (por vezes apanhamos vantagens que se repetem várias vezes, fazendo uma enorme quantidade de trades lucrativos), entre muitos outros.

Tudo depende da ocasião, do jogo, e do próprio trader. Um truque a que recorro várias vezes é comprar um adversário quando o jogador pede um challenge a um seu 1º serviço chamado fora (se eu mesmo também considerar fora).

É um bom investimento pois a fluidez que é exigida entre o 1º e 2º serviço quebra drasticamente e o jogador faz um mau 2º serviço, perdendo o ponto em jogo ou mesmo fazendo uma dupla falta. Nem sempre funciona, mas é uma curiosidade de algo em que frequentemente tenho lucro.

No mercado set betting, o que faço é fazer um lay ao 2-0 de um favorito, se considerar que será o underdog o vencedor.

Neste caso, mesmo que a minha análise seja errada, é necessário que a mesma seja mesmo totalmente errada para que o vencedor vença mesmo em sets directos, pois segundo a mesma, se vencer 2-1 já será uma má análise, mas eu terei tido lucro.

Quais as vantagens?

As odds de um 2-0 rondam muitas vezes odds inferiores a @ 2, e tratando-se de trading, basta que num set o favorito esteja a perder 0-15 ou 0-30 (num jogo se serviço) ou que se depare com um break, que o trade é provavelmente correspondido (obtendo o tal lucro de 10 a 20% que referi anteriormente).

Muitas estratégias semelhantes vão surgindo e vamos aprendendo à medida que analisamos muitos jogos.

O trading no ténis torna-se algo natural para quem gosta de assistir e consegue analisar bem este desporto, e com a magnífica variação do mercado que podemos verificar, a nossa tarefa é muito facilitada, e é possível obter lucros com bastante consistência.

Essa segurança que nos dá a extrema volatilidade das odds aliada à nossa análise correcta e prática de jogos de ténis tornam-se armas que considero de grande valor para qualquer trader que tenha gosto em assistir a ténis.

É, pelo menos no meu caso, uma área onde aprendemos mais depressa e obtemos melhores lucros com mais regularidade e frequência do que noutros desportos, pelo que recomendo que todos tentem experimentar, se nunca o fizeram, fazer do ténis trading e não punting.

E, já agora, a Radwanska venceu o último set contra a Jankovic por 6-0: se tivesse optado pelo punting e não pelo trading, teria obtido o mesmo lucro?