No início da primeira época em que Rúben Amorim terá a oportunidade para começar a preparar da base o ano seguinte pela primeira vez enquanto treinador principal de uma equipa de topo, o Sporting aponta agulhas à luta pelo 3.º lugar, que em 2020/21 dá acesso às pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. A sua história, contudo, obriga a incluir os “leões” na lista de candidatos ao título, ainda que o favoritismo seja questionável.

O QUE VALERÁ MESMO O SISTEMA DE AMORIM?

A chegada de Rúben Amorim ao Sporting colocou a equipa a jogar numa sistema tático de 3x4x3 (que se transforma, por vezes, em 3x5x2 e em 5x3x2) e foram notórias as dificuldades de adaptação do plantel às ideias do novo treinador aquando das primeiras partidas.

A interrupção forçada pela pandemia permitiu, ainda assim, um trabalho-extra a Amorim, que chegou a admitir isso mesmo em conferência de imprensa, com resultados a notarem-se na assimilação de processos nos jogos pós-confinamento.

Até final da época 2019/20, o Sporting melhorou substancialmente os seus resultados (com um futebol convincente apenas a espaços), mas claudicou na reta final do campeonato, perdendo pontos com o Vitória de Setúbal (0-0) e o rival Benfica (2-1), o que lhe custou a esperada e desejada entrada direta na fase de grupos da Liga Europa.

Esta época de 2020/21 será um teste de fogo – mas também uma oportunidade – para Amorim provar realmente o que vale, depois de um mini-ciclo verdadeiramente fantástico à frente do Braga, que lhe valeu a mudança para Alvalade, a troco de uma verba que já superou os 10 milhões de euros previstos na sua cláusula de rescisão com os minhotos – uma das novelas deste verão, que já parece sanada.

O reforço do plantel foi feito precisamente no sentido de Amorim poder contar com um número de jogadores suficiente para colocar em prática e com melhores e mais condições o seu sistema de três centrais, mas ainda existem algumas contratações a fazer.

INVESTIMENTO COMEDIDO EM ÉPOCA DE CONTENÇÃO

Não foram raras as vezes em que o presidente Frederico Varandas apontou o dedo à direção anterior, presidida por Bruno de Carvalho, no sentido de uma gestão muito questionável, talvez até danosa, do ponto de vista financeiro nas contas do Sporting.

O QUE VALERÁ MESMO O SISTEMA DE AMORIM?

À entrada para a estreia oficial, que está em cheque (ver abaixo), na nova temporada 2020/21, os “leões” não gastaram mais do que 13 milhões de euros neste mercado de transferências, onde já garantiram um encaixe total a rondar os 20 milhões.

Talvez em virtude de atravessar um período difícil, não só por colher os frutos do trabalho que foi feito anteriormente, mas também por nos encontrarmos em pleno combate à pandemia, com todas as vicissitudes que essa luta traz em termos financeiros, nos mais variados setores da sociedade.

13 MILHÕES POR SEIS REFORÇOS

Chegaram a Alvalade apenas três jogadores pelos quais o Sporting ressarciu financeiramente os clubes vendedores, sendo que o mais caro terá sido, segundo a imprensa nacional, Pedro Gonçalves, médio ex-Famalicão pelo qual a direção de Varadas terá desembolsado 6,5 milhões de euros por 50% do passe.

Além de Pote, designação pelo qual o jovem internacional português é conhecido, Nuno Santos e Zouhair Feddal chegaram ao Sporting, provenientes de Rio Ave e Betis, respetivamente, a troco de 3 milhões de euros cada um.

De resto, Antunes (ala-esquerdo ex-Getafe) e Antonio Adán (guarda-redes ex-Atlético Madrid) chegaram a custo zero, faltando referir a contratação do lateral-direito Pedro Porro, a título de empréstimo pelo Manchester City.

Com a promoção de Daniel Bragança e a aposta aparentemente confirmada em João Palhinha (que esteve na porta de saída, quanto a mim de forma tão infundada quanto difícil de compreender), o Sporting parece ter o meio-campo muito bem preenchido para o ataque à nova época, continuando a faltar um ou dois reforços para a zona central do ataque.

SPORTING RECEBEU 10,5M€ POR ACUÑA, FIGURA DE PROA NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS

Depois de três épocas em Alvalade onde realizou um total de 136 jogos e marcou nove golos com a camisola do Sporting, Marcos Acuña terá deixado de contar para Rúben Amorim e a direção leonina.

O que saiu na imprensa nacional é que o temperamento do jogador era prejudicial ao grupo de trabalho e, não sendo de descurar que, mesmo durante as partidas, era percetível que Acuña fervia em pouca água, a verdade é que com os técnicos anteriores o internacional argentino havia sido sempre aposta regular.

SPORTING RECEBEU 10,5M€ POR ACUÑA, FIGURA DE PROA NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS

Colocado a trabalhar à margem do grupo de trabalho há algumas semanas, praticamente desde que o Sporting iniciou os trabalhos de pré-época (Acuña já nem viajou para o estádio realizado no Algarve), o jogador de 28 anos saberia que estava condenado à saída, tendo sido há dias apresentado no Sevilla, que ofereceu ao Sporting 10,5 milhões de euros mais cerca de dois milhões por objetivos.

Um negócio que, na minha opinião, foi mal conduzido pelos responsáveis leoninos, não só porque terá sido, há alguns meses atrás, recusada uma proposta por números bem superiores (falou-se numa quantia entre os 15 e 20 milhões de euros), mas também pela opção de colocar Acuña à margem do grupo, o que terá servido para desvalorizar o internacional argentino como ativo no mercado.

Tanto que o Transfermarkt avalia o jogador em 12 milhões de euros e o Sporting encaixou, no imediato, menos um milhão e meio em relação a essa quantia.

A completar o lote de saídas, há que referir Matheus Pereira, que já não estava no plantel da época 2019/20, mas que acabou por render 9,10 milhões aos cofres do Sporting, que o vendeu a título definitivo ao West Bromwich, onde esteve por empréstimo na última época.

De resto, Francisco Geraldes e Gelson Dala rumaram definitivamente ao Rio Ave, envolvidos no negócio que levou Nuno Santos para Alvalade, sendo ainda de referir os empréstimos de peças como Rodrigo Battaglia (ao Alavés) e Eduardo Henrique (ao Crotone).

SURTO DE COVID-19 AMEAÇA ESTREIA NA LIGA

Com encontro frente ao Gil Vicente agendado para o próximo sábado, ao final da tarde, o Sporting e a equipa de Barcelos estão à espera do parecer das autoridades locais de saúde para ter conhecimento sobre a realização ou o adiamento da partida.

Isto porque têm sido vários os casos positivos de covid-19 que surgiram em ambos os clubes, incluindo os treinadores Rúben Amorim e Rui Almeida, a par de vários jogadores do plantel leonino, num total de 10 infetados no Sporting (incluindo os reforços Pedro Gonçalves e
Nuno Santos).

Certo é que Amorim terá de cumprir quarentena obrigatória de 14 dias e estará fora da liderança técnica da equipa nos jogos com o Gil Vicente e com Viking ou Aberdeen, na 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa (não têm sido poucos os casos em que a UEFA atribuiu o apuramento ao adversário das equipas que são obrigadas a ficar em isolamento após o aparecimento de casos do novo coronavírus).

Certo é que o jogo, para já, estará de pé e a Betano confere um favoritismo considerável (com odds de 1.42) ao Sporting, no desafio frente ao Gil Vicente (7.00), onde o Empate surge cotado a 4.30.

 

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