Se a 1.ª eliminatória da Taça do Rei, uma das provas mais acarinhadas no futebol espanhol, não foi pródiga na queda dos principais favoritos a seguir em frente, o mesmo já não se pode dizer da 2.ª ronda. O caso mais flagrante, mas não singular, foi o do poderoso Atlético Madrid, de João Félix, que foi afastado pelo modesto Cornellà, do terceiro escalão.

TAÇA ESPANHOLA FEZ CAIR POR TERRA UM DOS PRINCIPAIS CANDIDATOS AO TROFÉU

Não é caso virgem nos tempos mais recentes, mas é já a maior surpresa desta edição da Copa del Rey, a taça nacional espanhola, e logo à passagem da 2.ª eliminatória, ou, se quisermos, dos 32-avos-de-final.

O Atlético Madrid, favorito crónico a chegar à decisão de uma das mais antigas competições do futebol de Nuestros Hermanos, caiu aos pés do Cornellà, equipa catalã que compete na Segunda División B, correspondente ao terceiro escalão do futebol espanhol.

Com o português João Félix a titular, a equipa de Diego Simeone foi surpreendida por uma atitude competitiva muito interessante por parte do Cornellà, que chegou à vantagem ainda antes da primeira dezena de minutos.

Com a expulsão do jovem Ricard Sánchez, o Atlético ficou em inferioridade numérica do minuto 63 em diante e não encontrou argumentos sequer para criar oportunidades de real perigo junto à baliza do adversário, que, individualmente, é manifestamente inferior.

Para termos uma noção, a odds da vitória do Cornellà no tempo regulamentar chegou a bater nos gigantes 22.00 na casa de apostas Betano, antes do início da partida desta quarta-feira.

TAÇA ESPANHOLA FEZ CAIR POR TERRA UM DOS PRINCIPAIS CANDIDATOS AO TROFÉU

CELTA DE VIGO E GETAFE TAMBÉM FORAM VÍTIMAS DE “TOMBA-GIGANTES”

Tal como referi, o caso mais flagrante da queda de um favorito nesta 2.ª eliminatória da Taça do Rei refere-se, naturalmente, aos “colchoneros”, mas também já outras boas equipas de La Liga ficaram pelo caminho contra adversários de dois escalões abaixo.

O Getafe, que tem feito uma temporada abaixo das expectativas e até chegava em mau momento de forma, foi surpreendido pelo Córdoba (4.50 nas casas de apostas), no Estadio Nuevo Arcángel, ao perder pela margem mínima (0-1), curiosamente com golo sofrido também numa fase bem precoce da partida.

Além da formação de Madrid, outro dos destaques vai para a queda com estrondo que o Celta de Vigo protagonizou.

Talvez pior que a eliminação por si só, tenha sido a forma como a mesma aconteceu, até porque, desde que Eduardo Coudet deixou o Internacional para rumar ao futebol espanhol, o Celta melhorou consideravelmente as suas exibições e, por consequência, o nível dos resultados em La Liga.

Na Taça do Rei, a formação da província de Pontevedra entrou a meio gás e, à meia hora de jogo, já perdia por três golos sem resposta. Aquando do apito final, o marcador fixava-se em 5-2 a favor do Ibiza (a sua vitória chegou a cotar a 9.00 na Betano), uma equipa que aponta à subida na Segunda División B e que também obrigou, na última temporada, o Barcelona a trabalhos forçados para conseguir seguir em frente.

OS PERIGOS DE APOSTAR NAS TAÇAS NACIONAIS

Não raras vezes, diria mesmo que na maioria dos casos, os treinadores das equipas teoricamente mais fortes aproveitam os jogos das taças nacionais contra adversários claramente inferiores (ou, pelo menos, que figuram em escalões mais baixos) para fazer alguns testes, isto é, dar minutos de utilização a jogadores menos rodados, experimentar novos sistemas táticos, etc.

É um pouco por esse motivo, mas não só, que os perigos de apostar, sobretudo em pré-live, em “partidas de Taça” são enormes. Entramos aqui num contrassenso, já que para encontrarmos apostas de real valor o ideal é atacar o mercado com as odds fresquinhas, antes das flutuações geradas pelo volume de investimento em todo o globo.

Contudo, quando de taças nacionais se trata, é fundamental conhecer de que forma o tradicional favorito irá abordar a disputa: se com uma equipa habitualmente utilizada (com dinâmicas e entrosamento), se com uma equipa mista (composta por alguns titulares e outras figuras secundárias) ou se com a chamada “revolução” no onze.

Ainda assim, existe sempre o perigo de, indo na máxima força, as principais “vedetas”, habituadas a cenários competitivos de maior exigência, não encararem com a seriedade, a concentração e o foco máximo o adversário teoricamente acessível. O Viés do Favorito também pode explicar um pouco disso.

Caso se confirme esse “desleixo”, tão frequente nas taças nacionais, está feito meio caminho para a concretização de uma surpresa, até porque, de um ponto de vista pessoal, considero que, num jogo de qualquer desporto coletivo, a equipa que conseguir superar a outra na atitude e na concentração pode automaticamente obter uma vantagem considerável para se aproximar do sucesso.

 

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