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Taça: Porque a eliminação do Sporting foi normal

Pode parecer estranha esta frase seguinte mas… não aconteceu Taça em Alverca. O resultado pode colocar os cabelos em pé a quem só tomou conhecimento do jogo por ele, mas quem seguiu os 90 minutos não esperou, desde os instantes iniciais, quando aquele médio ofensivo quase segundo avançado (ou vice-versa) antes anónimo mas hoje famoso chamado Alex Apolinário, apanhou uma boa fora da área e engatou um pontapé fulminante com o pé esquerdo que só acabou a bater nas redes do fundo da baliza leonina.

Taça: Porque a eliminação do Sporting foi normal

Depois, claro, o onze verde de Silas tentou reagir mas tal resumiu-se a andar mais perto da baliza do Alverca, colocar a bola pelas imediações da baliza mas sem nunca dar verdadeira sensação de perigo.

sporting-taça

Ao optar por uma equipa que juntava jogadores menos utilizados, o onze não revelava nem entrosamento táctico, dinâmica de jogo e atitude competitiva-mental para reagir ao jogo.

Um 4x2x3x1 com um duplo-pivot com um peso amarrado aos pés, a dupla Eduardo-Doumbia e, sobre a ala direita, também pesado, mas fisicamente pelos quilos a mais, o “inexistente” Jesé.

É difícil entender como a equipa o Sporting chegou a este ponto de decomposição. Uma exibição fantasmagórica que nem Bruno Fernandes, entrado na segunda parte, conseguiu reverter.

Ainda enfiou uma bola na barra num livre (já a perder 2-0) que podia ter reacendido a luta pelo resultado mas nada mais. Nem sempre ele pode fazer tudo.

Silas disse, no fim, que a equipa não precisa de heróis, mas sim de união de todos no grupo.

É verdade mas esses onze precisam, neste momento em que está o clube (sim, clube, porque tudo isto nasce de dentro da estrutura para a relva com jogadores) é de… onze heróis! Tiveram, em Alverca, onze fantasmas.

Na segunda parte, já depois de Erilk Mendes ter feito um pontapé em bicicleta que Maximiano defendeu por instinto (e daria um golo fabuloso) o Alverca chegou naturalmente (sem escândalo de tomba-gigante mas seguindo apenas a lógica da melhor equipa em campo) ao 2-0.

Euforia total. O Sporting era naturalmente eliminado por uma equipa do III escalão (campeonato de Portugal), o Alverca de Vítor Matos.

Onde está, então, o problema do Sporting?

O problema não está no treinador (tenho de Silas a melhor opinião mas o seu discurso tem sido desadequado da atual realidade dramática do Sporting pois fala como não se passasse nada de muito anormal, apenas contingências normais do futebol que é ganhar ou perder e que é preciso… trabalhar).

No entanto, já o escrevi e disse vária vezes; não entendo porque foi despedido Kaizer. Estava a fazer um campeonato normal (já tinha ganho ao Braga, inclusive, e só perdera por contigências do jogo – dois penaltys feitos por Coates em tempo de descontos. contra o Rio Ave- para além dos títulos da época passada (taça de Portugal e Taça da Liga).

Despedi-lo nessa sequência e realizar as operações de compras de jogadores problemáticos de risco para além das vendas de Raphinha e Bast Dost nos últimos dias de mercado são um suicídio de gestão desportiva.

Resta agora, Silas juntar os “cacos emocionais” da equipa e tentar reacender a noção que aqueles jogadores estão a jogar no Sporting e a dimensão que isso tem.

Quem lhes explica isso na estrutura leonina atual? Isso é hoje mais importante do que discutir se deve jogar em 4x4x2 ou 4x3x3, ou 4x2x3x1.

Deve é jogar com a melhor equipa no sentido de potenciar ao máximo as suas capacidades técnicas e mentais. Atualmente, este onze é uma “casa assombrada”. Tão desolador como natural ao fim de todo este percurso dos últimos meses.

Benfica: a atração de ver Vinícius no onze inicial

A eliminatória da Taça que faz entrar pela primeira vez os grandes na prova, e jogando todos obrigatoriamente fora contra equipas pequenas com direito a sonhar, são momentos que, confesso, adoro seguir.

É como voltar atrás no tempo. O FC Porto em Coimbrões e o Benfica na Cova da Piedade.

Atenção á visita dos “encarnados” a um terreno que pode, de repente, se tornar “tacticamente e animicamente militarizado” pelos jogadores do Cova Piedade e a estratégia de Casquilha (treinador que a época passada, pelo Leixões, quase eliminava o FC Porto, só perdeu no ultimo minuto do prolongamento) que já referiu não ir jogar aberto, ir fechar em bloco mais baixo e sair em contra-ataque.

Um golo primeiro pode despertar a ansiedade benfiquista que anuncia lançar Vinícius de inicio.

vinicius-benfica

 

Acho uma boa ideia. Neste momento, motivado e bom jogador técnico e forte por natureza, Vinícius, se encontrar (em trabalho feito no treino) combinações de movimentos, pode formar com Seferovic a melhor dupla de ataque.

Mesmo que jogue hoje com Raul de Tomás (natural em face das característica do jogo e do desgaste dos jogos da seleção suíça feitos por Seferovic) o mesmo pode ser visto na forma como se move e remata.

E, tem, também experiência de jogar nestes terrenos de segunda Liga (há dois anos estava no Real Massamá) e ao mesmo tempo ser agora jogador de equipa grande que entra em qualquer estádio sem tremer.

Quem está no futebol tem de saber viver sob pressão. Mais: tem de gostar dela!

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