É já amanhã que se disputa o jogo mais importante da época dos “encarnados”, que pode ser o início de um curto trajeto que representa um encaixe superior a 40 milhões de euros. Na Grécia, diante do PAOK, o Benfica começa a perseguição da 11.ª presença consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões.

O TIRO DE PARTIDA DE JORGE JESUS APÓS O REGRESSO

Além da importância desportiva e financeira que a partida referente à 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões terá para o Benfica, este será um jogo especial também devido ao arranque de Jorge Jesus, que representa as “águias” pela segunda vez na sua carreira, depois de uma aventura recheada de peripécias entre 2009 e 2015.

Depois de ter conquistado a América do Sul e, muito em particular, o Brasil, ao conquistar praticamente tudo o que havia para ganhar ao serviço do Flamengo, Jorge Jesus voltou a Portugal com a garantia da construção de uma equipa forte, para renovar a hegemonia interna e melhorar as prestações europeias e a promessa… de «jogar o triplo».

Depois da realização de vários jogos amigáveis na atípica pré-temporada de 2020/21, onde se manteve invicto, o Benfica fará o primeiro jogo oficial na nova época num palco que bem conhece e onde já foi feliz.

O Estádio Toumba, conhecido pelo seu ambiente frenético e previsivelmente desvirtuado pela ausência de público nas bancadas na próxima terça-feira, já assistiu a triunfos dos “encarnados” em 1999/00, 2013/14 e 2018/19.

O TIRO DE PARTIDA DE JORGE JESUS APÓS O REGRESSO

QUE PERIGOS OFERECE O PAOK DE ABEL FERREIRA?

Campeão grego em 2018/19, o PAOK falhou de forma redonda a revalidação do título na última temporada, tendo terminado a fase de apuramento do campeão da Superliga Grega a pesados 18 pontos de distância do rival Olympiakos.

Essa foi, de resto, a época de estreia de Abel Ferreira (que sucedeu ao romeno Razvan Lucescu, atualmente nos sauditas do Al Hilal, antiga equipa de JJ) no comando técnico dos gregos, depois do bom trabalho desenvolvido no Sporting de Braga.

Com um sistema tático previsivelmente assente no 3x4x3, que se transforma num 5x4x1 no momento defensivo sem bola, o PAOK apresenta um cunho bastante pessoal de Abel, com uma organização defensiva e reação à perda interessantes.

No momento da construção ofensiva, o vice-campeão grego apresenta uma variabilidade de recursos igualmente promissora.

Tanto a esticar longo na frente, utilizando o ponta-de-lança Chuba Akpom como homem de referência, quer em organização ofensiva, onde assumem papel de destaque o criativo Dimitrios Pelkas (capitão de equipa) e o jovem Christos Tzolis, que se tem evidenciado neste início de época, com apenas 18 anos de idade.

Autor de dois golos na 2.ª pré-eliminatória frente ao Besiktas (3-1), Tzolis repetiu a titularidade na passada sexta-feira, no jogo de estreia na Superliga Grega (vitória, por 1-0, ao AEL Larissa), onde voltou a ser decisivo, ao apontar um golo de belo efeito, que viria a valer a conquista dos três pontos no arranque do campeonato – que contou ainda com a estreia de Zivkovic, que deixou recentemente a Luz, pelas “águias negras”.

Se, para o Benfica, este será o primeiro jogo oficial de 2020/21, para o PAOK será o terceiro compromisso a sério na nova época, o que pode conferir alguma vantagem, em termos de ritmo competitivo, à equipa grega.

Ao superior andamento, junta-se o fator casa, minimizado pela impossibilidade de contar com o apaixonado público grego nas bancadas do Toumba, mas sempre importante, até pela viagem que a equipa portuguesa teve de realizar este domingo.

AS 3 “CHAVES”: TRANSIÇÃO DEFENSIVA, ROBUSTEZ NO MIOLO E EFICÁCIA NA FINALIZAÇÃO

Segundo dados recolhidos no Transfermarkt, o Benfica tem, nesta altura, um valor de mercado global de 383 milhões de euros, ao passo que o PAOK vale mais de seis vezes menos (58,3 milhões).

Como sabemos, em campo o dinheiro não fala mais alto que a qualidade de jogo coletiva e o rendimento individual, mas é inegável que a pressão estará toda do lado das “águias”, que têm maiores responsabilidades nesta 3.ª pré-eliminatória.

Sem “jogar o triplo” nem “arrasar” (expressões utilizadas por Jorge Jesus aquando da sua apresentação como novo treinador), o Benfica já mostrou alguns sinais interessantes nas partidas de pré-temporada, sobretudo na pressão alta e muitas vezes eficaz que efetua na reação à perda da bola – imagem de marca das equipas de JJ.

Claro que, para ter uma resposta eficiente, essa pressão tem de estar muito bem trabalhada do ponto de vista coletivo, algo que em poucas semanas de trabalho é impossível de viabilizar a 100%.

Considero, por isso, que será fundamental à equipa do Benfica ter especial atenção no momento da transição defensiva, aspeto onde já se mostrou melhor no particular frente ao Rennes, mas onde sofreu contra o Bournemouth e o Braga – isto para referir os três jogos televisionados na pré-época de 2020/21.

Para se afirmar no jogo e ter uma iniciativa superior à do PAOK, o Benfica terá, igualmente, de ganhar a luta na sala de operações, leia-se meio-campo.

Aqui, Weigl e Taarabt (ou Gabriel) terão um papel fundamental, mas também a entreajuda do segundo avançado (que poderá ser Pizzi ou Waldschmidt) e dos alas (em princípio, Everton e Rafa) da linha intermédia será muito importante para a equipa se superiorizar nos duelos individuais e na luta das segundas bolas contra Stefan Schawb, Dimitris Giannoulis e El Kaddouri.

Por fim, uma boa taxa de acerto nas oportunidades de golo criadas também será de extrema importância para o sucesso da equipa portuguesa, que, caso vença, já tem o Krasnodar à espera no “play-off” de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.

ELIMINATÓRIA DISPUTADA A UMA MÃO

Numa eliminatória disputada a apenas uma mão, tudo pode acontecer e a exigência que estará sobre os ombros de homens como Carlos Vinícius, Haris Seferovic ou Darwin Núñez (um ou dois dos três serão titulares) será elevada.

Por outro lado, após várias semanas onde os relatos de imprensa referem que Jesus quer mais reforços para o ataque, esta poderá ser uma oportunidade para Vinícius e/ou Seferovic mostrarem o seu valor ao novo técnico das “águias”, bem como uma excelente hora para Darwin começar a justificar o estatuto de reforço mais caro da história do futebol português.

ELIMINATÓRIA DISPUTADA A UMA MÃO

A partida da próxima terça-feira tem início marcado para as 19h00 portuguesas. Sem alterações de vulto nas últimas horas, o mercado tem dado sinais de estabilização. Na Betano, a vitória no tempo regulamentar do PAOK tem odds de 4.45, o Empate está a 3.35 e o Benfica surge como favorito a 1.78.

Pela imprevisibilidade do que podemos esperar deste Benfica de Jorge Jesus, pessoalmente vejo como melhor alternativa o investimento no mercado de mais de 2,5 golos (1.78 na ESC Online), até porque as casas de apostas parecem considerar esta uma partida com tendência under (1.73), bem como em ambas as equipas marcam (1.77).

 

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