Os constantes tropeços que levaram o Barcelona a perder o título para o Real Madrid no campeonato espanhol, bem como a falta de consistência na prática de um futebol envolvente e convincente com Quique Setién, têm feito surgir muitas dúvidas sobre o futuro do treinador em Camp Nou, havendo já vários nomes apontados para a sua sucessão a breve e a médio prazo.

QUE RUMO EM CAMP NOU?

A pressão num clube ganhador e com uma crónica exigência (de fora para dentro e de dentro para fora) de conquistar títulos ano após ano é natural.

Quando as coisas correm menos bem, ao nível dos resultados, essa pressão tende a aumentar. E quando as conquistas não aparecem e o futebol praticado deixa a desejar, tudo piora a um nível confrangedor.

É um pouco esta a situação do Barcelona, gigante espanhol que falhou a reconquista do título em La Liga nesta temporada de 2019/20, na sequência de várias situações que levantam algumas dúvidas sobre o rumo aparentemente impreciso que o clube está a assumir, a partir do topo.

Aqui, saltam à vista os nomes do presidente Josep Maria Bartomeu e de Éric Abidal, diretor desportivo que pendurou as botas no Olympiakos.

2019/20 EM REVISTA: DE VALVERDE A SETIÉN

A época 2019/20 começou com Ernesto Valverde no banco de suplentes da equipa do Barcelona, mas com alguns fantasmas a pairar no ar, depois das derrotas, no ano desportivo anterior, contra o Liverpool na Liga dos Campeões e diante do Valencia na final da Taça do Rei.

Aparentemente, estes eram dois bons motivos (especialmente o desperdício de uma vantagem de 3-0 nas meias-finais da Liga dos Campeões, em Anfield Road) para a “chicotada psicológica” com Valverde, mas a confiança proveniente do círculo diretivo dos catalães manteve-se.

O arranque no campeonato espanhol que findou no passado fim-de-semana foi tudo menos convincente, com duas vitórias, um empate e duas derrotas nas primeiras cinco jornadas. A contestação em torno de Valverde subiu de tom, mas o técnico deu uma resposta positiva e colocou a equipa no caminho das vitórias… até dezembro.

Um turbilhão de incertezas chamado Barcelona

O ano civil de 2019 terminou e 2020 começou com a equipa do Barcelona a desperdiçar seis pontos em quatro jornadas, onde empatou com Real Sociedad, Real Madrid e Espanyol. Os sinais de alarme voltaram a ecoar e atingiram o seu pico máximo com a derrota na Supertaça Espanhola, realizada em Jeddah, diante do Atlético Madrid.

Demitido o treinador campeão em 2017/18 e 2018/19, com um currículo ao qual juntou no Barcelona uma Taça do Rei (17/18) e uma Supertaça de Espanha (18/19), era hora de apostar num sucessor credível e capaz de guiar os “blaugrana” a uma boa segunda metade de época. Entenda-se, ganhar o título em Espanha e chegar novamente à final da Liga dos Campeões.

O título, esse, já ardeu e os maus resultados, somados sobretudo no “pós-Covid”, fizeram a contestação subir de tom em torno do trabalho de Quique Setién, acusado de ter uma mentalidade pequena e de falhar demasiadas vezes nas opções a tomar.

ANTIGAS GLÓRIAS FAZEM-SE OUVIR

Uma das principais vozes nas críticas ao treinador e à gestão presidida por Bartomeu nos últimos tempos foi a do búlgaro Hristo Stoichkov, antiga figura do Barcelona. O ex-avançado referiu-se a Quique Setién como um “treinador medíocre” e nem o adjunto Eder Sarabia se livrou das flechas.

“Sabes o que é mais preocupante? Gastar milhões e não ganhar nada. Milhões! Não são trocos”, atirou Stoichkov, em tom muito crítico.

As recentes declarações de Messi, que condenaram a atuação da equipa após a escandalosa derrota frente ao Osasuna, na penúltima jornada da Liga Espanhola, tiveram repercussão no outro lado do Atlântico.

Dani Alves, atualmente no São Paulo e que ganhou tudo o que havia para conquistar no Barcelona ao lado do astro argentino, defendeu Messi em declarações à Radio Catalunha e referiu mesmo que a estrela “tem de estar mais protegido.

Ele era o prato principal mas nós éramos os ingredientes perfeitos”, como que a referir-se à falta de qualidade no plantel atual do conjunto catalão.

BLANC GANHA FORÇA NA PRÓXIMA ÉPOCA, MAS COMO “PONTE” PARA XAVI

O diário desportivo espanhol ‘Sport’, bem cotado junto do Barcelona, aponta o nome do francês Laurent Blanc (que até chegou a estar associado ao Benfica) como o mais provável sucessor de Quique Setién na próxima temporada.

blanc

Alegadamente, o plano da direção catalã passa por arranjar treinador para uma época (2020/21), que servirá de transição para Xavi Hernández assumir daí em diante.

O antigo médio internacional espanhol está no comando técnico do Al Sadd, do Qatar, mas já assumiu publicamente o desejo de orientar a sua equipa do coração (onde passou cerca de 20 anos da sua carreira). Declarações que foram bem recebidas por Bartomeu, que apontou a uma “questão de tempo” até Xavi ser o treinador da equipa principal catalã.

BALNEÁRIO DESEJA KLUIVERT PARA O IMEDIATO

Segundo o Mundo Deportivo, os jogadores do Barcelona terão perdido a confiança em Quique Setién após a derrota no campeonato espanhol e temem não alcançar o rendimento esperado na Liga dos Campeões, que retoma na segunda semana de agosto.

Haverá mesmo o desejo de que seja Patrick Kluivert, antigo internacional holandês e atual diretor do futebol de formação do Barcelona, a assumir de forma imediata o comando da equipa.

O próximo desafio do Barcelona está agendado para o dia 8 de agosto, em Camp Nou, que acolherá a segunda-mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, onde os catalães empataram a 1-1 fora com o Nápoles.

Muita coisa poderá suceder até essa data e, em virtude de toda a turbulência em torno da turma “blaugrana” nos últimos tempos, a verdade é que as odds a seu favor têm subido nas melhores casas de apostas online, em sentido contrário às do Empate (3.75) e da vitória do Nápoles (5.35).

Seja como for, é o Barcelona o grande favorito a passar a eliminatória (1.28 na Betano) – contra os 2.94 associados ao apuramento do Nápoles – e a vencer o jogo da segunda-mão no tempo regulamentar (1.60).

 

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