Pouco tempo depois de ter sido anunciado o calendário programado para a retoma do circuito profissional de ténis, o ATP de Washington foi cancelado, por motivos de falta de segurança alegados pela organização do evento.

CIRCUITO MASCULINO REGRESSA EM CINCINNATI

Em sentido inverso, a organização do US Open, primeiro Grand Slam na retoma do “pós-Covid”, reforçou a intenção de realizar a prova, com duração prevista entre 31 de agosto e 13 de setembro.

“Restrições internacionais de viagens” e “questões preocupantes de saúde e segurança”. Foram estas as principais razões apontadas pela organização do torneio de Citi Open, que tinha arranque previsto para o dia 13 de agosto, em Washington, para o cancelamento da competição.

Uma medida que fez com que a organização do US Open viesse a público, através da emissão de um comunicado, assegurar que a realização do primeiro ‘major’ da temporada seguirá avante, justificando que “as nossas medidas foram aprovadas pelo estado de Nova Iorque e são adaptadas ao exigido pela cidade e pelo Governo Federal”.

O objetivo, refere, será “criar um ambiente seguro e controlado”, de modo a reduzir o riscos de contágio do novo coronavírus, visando a proteção de tenistas e todas as pessoas envolvidas na execução do evento, que será realizado à porta fechada.

Medidas que não parecem convencer Novak Djokovic e Rafael Nadal, até porque ambos os tenistas não têm a garantia de que escaparão a quarentena obrigatória no regresso à Europa.

Está, assim, em dúvida a participação de ambos os tenistas no US Open, ao passo que é bastante provável que marquem presença nos torneios de Madrid (13 de setembro) e Roma (20 de setembro).

US Open em risco com o cancelamento do ATP de Washington?

A retoma do circuito, em masculinos, está, assim, agendada para o torneio de Cincinnati, com realização prevista para Flushing Meadows, o mesmo palco do US Open, de 22 de agosto em diante.

Além das provas nas capitais espanhola e italiana, anteriormente referidas, há ainda agendado o torneio de Kitzbühel, com início marcado para o dia 8 de setembro.

A WTA tem o regresso apontado para mais cedo, com o torneio de Palermo, em Itália, que tem arranque previsto para 3 de agosto. Merece ainda destaque a presença confirmada de Serena Williams no WTA de Lexington, a 10 de agosto.

ROLAND GARROS EM SETEMBRO E COM PÚBLICO

Na sequência do US Open, a edição de 2020 de Roland Garros será o segundo ‘major’ do circuito de ténis após a retoma da competição. O calendário da prova está marcado para datas entre os dias 27 de setembro e 11 de outubro. O estádio Phillipe Chatrier, em Paris, será o
palco da disputa.

Um torneio que será pincelado com contornos de normalidade, numa altura em que a maior parte dos eventos de ténis serão realizados à porta fechada.

Segundo o anúncio feito pela Federação Francesa de Ténis, haverá a possibilidade de ter a presença de público nas bancadas, com limitações entre os 50 e 60% da capacidade máxima.

Os bilhetes estão à venda para o público em geral desde o dia 16 de julho, estando prevista a presença de um total de 20.000 pessoas nas primeiras rondas de Roland Garros. Nas finais, o número de espectadores estará reduzido a 10.000.

WIMBLEDON CANCELADO NÃO ESQUECE PARTICIPANTES

O torneio mais prestigiado no panorama do ténis mundial, que tinha início agendado para o passado dia 29 de junho, foi cancelado devido ao novo coronavírus e, para já, não tem data para a realização, que não deverá ocorrer antes de 2021.

Numa fase complicada de gerir a vários níveis, o All England Club teve um gesto bonito para com os jogadores e árbitros que tinham participação assegurada em Wimbledon.

Em comunicado, a entidade anunciou a distribuição de um total de 11 milhões de euros por um total de 620 jogadores que tinham assegurada a entrada direta nas suas provas.

AUSTRALIAN OPEN

Sendo o único Grand Slam que, para já, não teve a sua realização comprometida pelas condicionantes associadas à pandemia do novo coronavírus, o Australian Open, previsto para o mês de janeiro de 2021, ainda não está cercado de certezas.

O governo australiano tem assumido medidas rígidas no combate à propagação da pandemia e, para já, as principais companhias aéreas do país estão impossibilitadas de operar até março de 2021, sem estar descurada a possibilidade da restrição ser alargada até o mês de julho.

Quer isto dizer que, caso o governo não abra exceções para os eventos de alta competição, tanto a ATP Cup como o Australian Open têm as suas realizações ameaçadas. O objetivo da organização do ‘major’ é, para já, absorver os modelos de organização impostos pelo US Open e Roland Garros, tendo em vista a elaboração de protocolos e ações de segurança.

COVID-19 OBRIGA A ALTERAÇÕES NOS RANKINGS

Tal como tem acontecido um pouco por todo o planeta, nos mais variados setores de atividade, o desporto não foge à regra de ter de assumir algumas readaptações a uma realidade distinta, em virtude do combate à pandemia do novo coronavírus.

Foi neste sentido que o ATP Tour deu a conhecer, ainda durante a primeira semana de julho, o modelo de reformulação estratégica para a composição do ranking mundial, próximo que está o regresso do circuito profissional.

Ora, entre as alterações anunciadas, destaca-se que as classificações mundiais vão passar a contabilizar a prestação de 22 meses, entre março de 2019 e dezembro de 2020, de forma a oferecer proteção aos tenistas que estejam em período de inatividade e que não queiram voltar a jogar no ano corrente, devido à realidade pandémica.

ATP Ranking

Além de nenhum tenista perder pontos até ao final de 2020, a contabilização dos rankings vai integrar os 18 melhores resultados dos jogadores durante os referidos 22 meses, ainda que cada torneio só possa ser utilizado uma vez.

Estas medidas beneficiam diretamente alguns dos maiores nomes do ténis mundial, a saber Rafael Nadal, Novak Djokovic, Roger Federer e Dominic Thiem. Tudo porque ninguém vai perder pontos até ao final do ano, o que significa que os vencedores dos maiores torneios não terão de defender os respetivos títulos, uma vez que poderão utilizar os pontos ganhos nas edições de 2019.

Assim, é provável que as provas de Grand Slam e os Masters 1000 percam algum do caráter mediático no calendário anual, devido às
desistências esperadas. Com a possibilidade de manter os pontos obtidos nos torneios no ano passado, os tenistas terão a oportunidade de fazer uma gestão mais pessoal e ponderada do seu calendário.

 

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