Prognósticos para Apostas Desportivas Online – Aposta Ganha

Wolverhampton: Jogar “vários jogos” no… mesmo jogo!

Comentar jogos do futebol inglês é como entrar noutra dimensão. A todos os níveis. Emocionais, intensidade de jogo, qualidade, respeito e futebol em estado puro. E pode ser, também, o que é mais incrível, também a melhor forma de entrar na mais superior dimensão do futebol português (ou melhor, do jogador português).

A primeira parte do Wolverhampton- Manchester United tinha passado sem grande história.

Domínio claro dos “red devils”, com Pogba a aparecer a controlar o meio-campo num bloco subido que impedia os “wolves” de pressionar e lançava na frente uma dupla atacante inspirada, Rashford-Martial, sempre com um deles a vir desde a esquerda em diagonal, sobretudo Rashford.

Solskjaer opera milagres no Manchester United

A construção do lance do 0-1 é de manual no passe de Rashford e recepção-desmarcação (com diagonal curta) de Martial para um remate indefensável.

Tudo parecia controlado pelo Manchester, quando á passagem do minuto 55, finalmente o onze de Nuno acordou. E apareceu o talento do jogador português a todos os níveis. O impulso foi um cabeceamento ao poste de Jimenez e, a partir dai, o Wolverhampton passou a voar para cima da área do Manchester.

Ao intervalo Nuno já tinha metido um extremo, Adama Traoré, no lugar de um… lateral, e revolucionara o seu 5x3x2 para um 3x4x3 de raça e velocidade ofensiva.

Quando Moutinho, no seguimento de um canto, fez um passe atrasado para a entrada da área, denotou-se que era jogada estudada, mas para esse estudo” resultar era necessário uma explosão de talento em forma de remate: foi o que fez, de fora da área, Ruben Neves, levando a bola a entrar mesmo ângulo, batendo ainda na barra e no poste para dar um golo com traços de “efeitos especiais” que o tornou mais fantástico.

O Wolverhampton acordara para uma segunda parte de pressão alta, com um triângulo a meio-campo a ganhar quase todas as bolas divididas.

Foi quando Pogba voltou a aparecer

E, numa tabela com Martial, ganhar um penalty. Tudo parecia perdido para os “wolves” quando voltou a emergir o…. jogador português no topo da Premier League.

A defesa de Rui Patrício, ao pontapé forte do mesmo Pogba da marca de penálti, mesclou voo, concentração e agilidade. A grande competência técnica e emocional de um guarda-redes que, nesse momento, torna as luvas gigantes.

O empate final (1-1) mostra como este Wolverhampton de Nuno é uma equipa que sabe jogar… “vários jogos” dentro do… mesmo jogo.

Percebeu como tinha de reagir ao domínio do Manchester e em vez de esperar para sair em transição rápida, subiu o bloco e passou a pressionar para recuperar mais á frente.

Em vez de querer sair em profundidade, com passes mais longos, manteve uma ideia de jogo com a bola a circular sempre que podia metendo depois verticalidade/profundidade rápida pelas faixas.

É o estilo do jogador português e o traço de pensamento de modelo e estratégia do seu treinador. Tudo para ser visto em relvados ingleses!

O desafio- Coutinho: Questão de falta de ego?

O mercado está a aproximar-se do fecho e a principal transferência da semana foi a de Coutinho, do Barcelona para o Bayern Munique.

É, confesso, uma transferência que me deixa algo perturbado porque Coutinho sempre foi um jogador que segui desde os Sub-16 (surgiu junto com Neymar, outra possível transferência-bomba ainda por explodir em breve) e nunca atingiu o nível que penso o seu futebol ter indiscutivelmente.

Ter entrado na Europa, muito novo, pela porta do futebol italiano (Inter) foi o pior em ternos de impacto negativo, pois em vez de algo para emoldurar melhor o seu talento, encontrou algo, para “enjaular” tacticamente o seu talento.

Itália é a pátria da táctica e da aprendizagem superior da cultura de jogo mas não vejo isso útil para um jogador muito novo, anda promessa a sair da formação, como primeiro passo na Europa.

dembele coutinho

Mais tarde, dois-três anos depois, é importante ter essa experiência (duas épocas, pelo menos) mas em termos de entrada na Europa é um risco enorme.

Coutinho sentiu isso e acabou por só se começar a soltar quando foi para Espanha, para o Espanhol, um clube médio que lhe deu liberdade para crescer, e depois em Inglaterra, no Liverpool, na intensidade com espaços de velocidade em que ele pôde, jogando da faixa para dentro, soltar o seu habitat perfeito.

A ida para o Barcelona parecia ser o passe seguinte perfeito para concluir a evolução mas ele sentiu claramente, o peso da camisola num onze onde Messi manda e sempre revelou sentir falta de Neymar no trio ofensivo com Suarez.

Nesse contexto, diria que faltou…. ego a Coutinho!

Isto é, aquele traço de personalidade mais irreverente para se impor, revoltando-se ou revolucionando o seu jogo.

Foi alternando, no sistema entre o centro e a ala mas pareceu sempre na “sombra” das estrelas. Saiu, naturalmente, com a imagem de um bom jogador mas “demasiado triste”.

Encontra o Bayern em fase de renovação, depois das saídas de Ribery e Robben. Pode, perfeitamente, jogar a partir de uma faixa, mas nunca na mesma dinâmica destes dois craques que se retiraram.

A fórmula para Coutinho ter sucesso no Bayern é o treinador Niko Kovac nunca querer que Coutinho suceda a ninguém (como sucedeu um pouco em Barcelona em relação a Neymar) e possa ser ele livremente numa zona mais solta e central de criação de jogo.

Nesta analise ao momento do futebol de Coutinho (percurso e desafio atual) quero no fundo espelhar um drama que atinge muitos grandes jogadores. Sem o tal “ego desafiador”, muitas vezes, apesar do valor, não conseguem depois impor-se quando a exigência e a pressão sobem.

Munique será a ultima oportunidade de Coutinho se revoltar na Europa!

Telegram ApostaGANHA
50€ de Bónus
50€ de Bónus
20€ de Bónus
Freebet de 10€