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Mundo de odds: A Estatística e as Apostas

Luís AvelãsMundo de Odds por Luís Avelãs

Já admiti que sou um apostador “amador”. Não vivo, nem quero viver, disto.

No entanto, para que fique bastante claro, não jogo para perder, embora tenha consciência que isso sucede imenso a quem acha piada, em determinados momentos, a meter dinheiro em coisas tão mirabolantes como as competições locais de futebol da Indonésia, o nacional de râguebi Sub-20 da Austrália ou num palpitante Equador-Perú em basquetebol feminino, escalão Sub-17. Adiante…

Deixando de lado as apostas por mero divertimento, que servem para dar emoção a momentos mortos em que nada se passa (na televisão e na Internet) e o sono tarda em aparecer, sigo uma linha diferente quando tento a sorte em mercados mais normais.

Falo, essencialmente, do futebol “a sério”, da NBA e do ténis. Aí, mais do que fezadas momentâneas, procuro seguir um rumo lógico. E nada é mais adequado do que as estatísticas para nos auxiliar nessa tentativa de ir pelo caminho teoricamente mais correcto.

Sempre fui um curioso do estudo dos números. Não no sentido puramente matemático, mas com o intuito de retirar algo da sua observação.

No jornalismo, por exemplo, pode ser interessante constatar, antes de determinada partida, que a equipa A não vence (nem empata) no terreno da B há 30 anos, da mesma forma que é animador concluir que o futebolista X marca, por hipótese, há cinco temporadas consecutivas ao mesmo adversário.

Estes dados, que podem dar peças jornalísticas relevantes, resultam da consulta criteriosa dos números

Para os apostadores, este tipo de abordagem também pode ser proveitoso, embora seja preciso perceber que determinados números ajudam a produzir um bom artigo de jornal, mas não necessariamente a levar-nos a uma aposta ganhadora ou, pelo menos, aparentemente vantajosa.

Vejamos o exemplo que atrás citei: se a equipa A não ganha (nem empata) no reduto da B há 30 anos, parece fácil apostar em mais um triunfo local quando as duas formações se voltarem a encontrar.

No plano teórico, tendo em conta a clara vantagem estatística de um emblema em relação a outro, parece existir uma óbvia diferença de potencial entre os dois clubes em causa.

No entanto, a mera constatação dos resultados históricos pode empurrar-nos para uma aposta completamente falhada. Razões para isso?

Nunca podemos ter a certeza que uma partida vai decorrer de determinada forma mas quando.

Por hipótese, de uma época para a outra mudaram os treinadores, as tácticas, a maioria dos jogadores, o momento de forma dos dois conjuntos, as condições atmosféricas ou até a hora em que se realizam os embates, é evidente que olhar apenas (ou de forma muito acentuada) para o balanço histórico… pode não servir de nada.

No futebol, verdadeiramente relevante, é estar munido das estatísticas da temporada em curso

É um trabalho árduo (digo-o por experiência própria ao longo de vários anos), mas que compensa imenso.

É evidente, como sempre, que não nos dá garantias, mas quando olhamos para as médias, nomeadamente a partir da 10.ª jornada em provas com 30 ou mais, estamos a reduzir a margem de erro ou, dito de outra forma, a aumentar as possibilidades de êxito.

Dominar estes números é fulcral para quem, como eu, gosta, por exemplo, de apostas de cantos, foras-de-jogo ou cartões.

Bem sei que isto, para muita gente, não passam de mercados menores e sem razão de ser mas, experimentem algumas vezes (devidamente apoiados pelas estatísticas) e depois façam as contas. Então os apostadores que só gostam de arriscar com odds consideráveis têm aqui algo que os motivará com toda a certeza, pois estamos a falar de “tiros” sempre na casa dos 1.80/1.90.

Mas, mudemos para o ténis. Aqui, ao invés do que disse em relação ao futebol, interessa muito mais o histórico de confrontos entre dois atletas do que o seu registo de temporada

É evidente que convém saber se o tenista Y está numa boa sequência ou se o W não ganha uma partida há dois meses.

Contudo, neste mercado, é essencial espreitar o número de vezes em que os tenistas já estiveram frente a frente e, de preferência, isolar os resultados no mesmo tipo de piso em que vão encontrar-se desta vez ou, melhor ainda, estudar o que aconteceu quando se encontraram exactamente no mesmo torneio.

Saltemos para a NBA. Aqui, embora seja sempre necessário estudar o momento actual das equipas e dos basquetebolistas, convém fazer uma análise mista

Como? Olhando para as médias de época, claro, mas recuperando o histórico dos duelos entre dois jogadores.

Exemplo: Steve Nash tem uma média de 11 assistências na época e na carreira, mas sempre que defronta Jason Kidd o número baixa, por hipótese, para 8. Ter acesso a este dado suplementar, garanto, pode fazer toda a diferença nos mercados individuais e auxiliar quem tenta apenas adivinhar que equipa ganhará a partida.

Regressemos ao futebol para terminar. Já existem inúmeros sites que nos ajudam a filtrar muita da informação relevante, mas ao invés do que disse em relação ao ténis e NBA (onde basta aceder a determinadas páginas que a “papinha” vem toda feita), no desporto rei ainda é preciso “esgravatar” muito para ficar mais perto de ser feliz.

Paradoxalmente, assumo, duvido ter capacidade para aguentar (com o auxílio de apenas dois “loucos” como eu) mais uma época a compilar todos os dados relevantes. Os dias só têm 24 horas e é preciso dormir um bocadinho…

 

Luís Avelãs

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