Prognósticos para Apostas Desportivas Online - Aposta Ganha

As Apostas na Sociedade Portuguesa

As Apostas na Sociedade Portuguesa

Talvez chegou a hora de escrever este artigo ou melhor um manifesto relativo às apostas em Portugal e como são vistas e opinadas na sociedade Lusa.

De facto penso que será mais um artigo com o grito do Ipiranga e um desabafo para toda a sociedade que de uma maneira ou de outra nos olha de lado.

Sabemos que o nosso “nascimento” não foi o mais adequado, mas fomos fortes e aprendemos muito. Neste momento temos Punter’s e Trader’s conhecidos mundialmente no mundo das apostas online e até começamos no dito “vazio legal” – Será que somos assim tão viciados?

Mas já lá vamos!

A sociedade portuguesa até está habituada apostar, sim é verdade, mas mesmo assim olha de lado a esta malta dos computadores que apostam na internet, como alguns dizem, modernices!

Os portugueses no geral desde cedo se habituaram apostar, de uma maneira ou de outra apostam. Desde dos primórdios da Lotaria, o famoso Totobola, o Totoloto e os mais recentes, euromilhões e as famosas raspadinhas.
Entramos agora numa paradoxo interessante relativo às apostas, sim comprar uma raspadinha é o mesmo que apostar que naquele bocado de papel com aquela tinta mágica se esconde um prémio e para isso é preciso investir algum dinheiro – Isto é apostar!

As apostas que se fazem naquelas números mágicos com as estrelas que dão milhões através de apostas simples e ou até combinadas!

Caramba onde é que nós apostadores do online já ouvimos falar disto! Somos uns viciados mesmo!

Agora a que explicar um pouco do porquê disto tudo, sim, tudo tem um porquê e acredito que o que passa na cabeça de muitos portugueses é mesmo isto!

Ao apostar no euromilhões, lotarias e raspadinhas estamos apostar por uma causa! Pois é não é esse o lema da SCML ao publicitar as apostas a estes jogos?

Verdade e acertam na muche, de facto não temos ainda, digo ainda, ninguém em Portugal que conhece tão bem os portugueses e que os portugueses confiem tanto.

O paradoxo caí aqui, os portugueses ao apostar nos ditos “jogos sociais” estão indiretamente a ajudar quem precisa ou vai precisar!

E agora eu pergunto, e quando ganham aquelas raspadinhas de pé-de-meia, estão a tirar a quem? Estão a tirar dinheiro a alguém que venha a precisar quando a casa vem abaixo, ou fica desalojado por uma cheia ou algo do género?

O português que ganha através desses ditos “jogos sociais” não fica com peso na consciência quando ganha e “literalmente” está a roubar algum dinheiro a possíveis causas sociais?
Penso que não é preciso dizer mais nada sobre o assunto, mas o português em geral pensa assim desta forma.

Agora entramos num universo paralelo, que são as apostas online, e como os outros nos vêm!

É ridículo dizer isto, mas logo à partida olham de lado e acredito que os primeiros pensamentos não verbalizados será – “Olha mais um viciado, que torra o ordenado nas apostas”!

É verdade, sim, pensam que não temos gestão de banca, pensa que não sabemos o que é dividir a nossa banca em unidades, e pensam que não sabemos sair de uma bad run!

E eles sabem? Nem contabilizam sequer entre o investido e o retorno e por norma estão sempre em saldo negativo e nós é que somos viciados?

E depois surgiu o Placard!

O Placard é uns dos culpados de muitos jovens estarem a “passar-se” para o online. Sobretudo aqueles que são bons e que seguem o rumo certo nas apostas. Procuram mais e melhor e num ápice estão no online em busca de mais e melhor.

Será que foi um tiro no pé? Direi que não, até porque sei que em breve poderemos ter aí a SCML em forma de empresa nas apostas online e de certeza amigos, de certeza que o “mote” e a “brading” será “ se perder não faz mal, está ajudar os mais necessitados”

Bom de certa forma tudo isto não deixa de ser verdade, obviamente que alguns dos lucros da SCML serve para ajudar quem precisa não temos duvida disso, mas…

Mas agora deixem vos dizer uma coisa, portugueses e amigos apostadores do online…

As casas de apostas legais em Portugal não pagam taxas altíssimas, e são essas até que nos afastam mais casas de entrarem do mercado regulado?

Não são essas mesmas casas que através do nosso dinheiro ganho ou perdido, que pagam as taxas ao Estado e que usa e distribui até pela Segurança Social? Não está na Lei das apostas online a distribuição dessas mesmas taxas para as diversas valências do Estado?

Então nós apostadores “viciados” do online também ajudamos Portugal ajudar os outros e a termos mais obra no nosso Portugal. Com mais retenção de taxas e afins, maior será a capacidade do Estado poder fazer obra e nós portugueses termos melhores condições de vida.

Afinal não somos assim tão maus, afinal também ajudamos e ainda digo mais nós não teremos qualquer hipóteses de fugir a essa “taxa social” pois estas estão refletidas nas odds que nos oferecem para apostar num determinado mercado ou num evento desportivo.

As casas do online e o Estado sabem o que cada um aposta e ganha, pois no acto do registo assim como no Placard, jogo da SCML, estamos obrigados a fornecer o nosso NIF, para que possam saber o que nós ganhamos e apostamos.

Só para acabar com a “história” dos viciados, a reter que na questão das apostas físicas, não há um esquema perfeito para evitar e prevenir o jogo responsável. No online sim!

Penso e é a minha opinião que no online somos mais depressa avisados dessa possível dependência do que na vertente física. Existem mecanismos de controlo e auto exclusão nas casas e no regulador, e na parte física as coisas são mais complexas de o fazer e prevenir, mas isto é só a minha opinião!

Já para não falar que um “possível viciado” pode pedir a outro que faça aposta por si”, o mesmo no online mais aí sabemos que no físico temos apostas que fogem a esse controlo.

A televisão e os mass media!

Esperava que em Portugal passado algum tempo, as televisões da especialidade, tipo aquelas que dão desporto 24H por dia pudessem “chamar” os apostadores portugueses às emissões de televisão!

Sabem? Lá fora em Inglaterra e em outros países, as televisões pedem opiniões aos apostadores para explicarem como vêm aquele evento desportivo, e qual seria o mais provável desfecho nesse mesmo jogo.

Televisões como a SKY por exemplo, têm essa valência, e até abriram uma casa de apostas, até as estações de televisão americanas o fazem, e lá as apostas só mesmo em sítios específicos como em Las Vegas por exemplo, onde nem sequer existe consenso para regular as apostas online.

E nós o que temos, os mesmos comentadores de sempre, os ex-futebolistas, os ex-treinadores, e os especialistas de futebol e mestres da tática de quem se senta no sofá a ver desporto a toda a hora.
Agora ir à essência, fugindo de tudo e de todos, digamos, ir à procura até de fugir ao “clubismo” de cada um, as televisões não fizeram um esforço para se adaptarem nesse sentido. Apenas abriram a ala à publicidade…claro!

Reparem o que fazem lá fora, convidam um apostador e este dita as suas apostas para o fim-de-semana de jogos da Premier League por exemplo.

Eu sei a “cultura de apostar” em Inglaterra está mais presente do que em Portugal, mas afinal já não apostamos há muito tempo? Euromilhões, Placard e apostas online?

Mas já sei, os mass media só sabem procurar os apostadores quando temos casos de Match-fixing (jogos combinados), pois quase que deixam no ar que somos nós que “criamos” isso e outros dizem que somos nós que damos conta destes pormenores no futebol por exemplo.

Porque é que não nos perguntam simplesmente a nossa opinião antes dos jogos acontecerem, tipo onde nós sabemos através das “odds movements” e entradas de dinheiro em bolsa de apostas conseguimos visualizar estas movimentações no mínimo estranhas?

Porque é que não nos perguntam porque é que aquela equipa marca sempre em casa e a outra sofre sempre, em vez de falarem do ala que está lesionado e do treinador que está sobre brasas! Ou melhor antes de falarem do árbitro A e arbitro B que vai estar apitar naquele jogo ou no VAR.

Assistimos recentemente a uma evolução da visualização e analise dos jogos, no pós-match, a tecnologia do VAR está a ser usada numa televisão na especialidade. Mais uma vez discute-se o caso e não os porquês de cada jogo correr daquela maneira e não de outra.

Explicar a força das stats e das formas das equipas e como estas respondem jogo após jogo conforme as equipas que defrontam! Verificar os momentos de forma delas, a influência de um treinador na equipa, antes e depois da chicotada psicológica. Perceber como tudo pode influenciar o jogo, estado do tempo, aquele estádio onde nunca ganharam por exemplo.

Não! Só nos perguntam sobre os jogos combinados e casos que estão na moda e vendem click’s e dão visualizações.

Mas será que ter alguém independente a falar sobre o purismo do futebol e da análise estatística e com um fim logico através de aposta não seria mais benéfico para todos? Os tempos correm ouve-se a Federação portuguesa e futebol apelar a contenção das palavras no antes e depois dos jogos.

Sansões, claras e duras para representantes de clubes nas televisões por exemplo. Não era mais proveitoso falar do estado do futebol na sua verdadeira essência, a equipa A vs equipa B? Não continua-se alimentar a duvida, as arbitragens, e as investigações aos clubes e direções, e os jogos combinados, isto é que vende!

Eu creio que pelo menos discutia-se mais futebol e menos “a polémica” e com isto podíamos ajudar a divergir e dar outro ar ao futebol em específico levando a cabo ao que a FPF pede e até a FIFA e a UEFA segundo notícias recentes respeitantes aos presidentes dos clubes em Portugal!

Como disse no mundo das apostas ainda estamos longe, desde dos patrocínios que ainda só se vê nas televisões, e ai sim interessa ter as apostas, e em alguns terrenos de jogo e até patrocinando competições, como a Taça de Portugal por exemplo – Placard.

Acredito que em breve e em pequenos passos de bebé possamos um dia ver um programa diferente sobre apostas na televisão seja esta oferecida por uma televisão, jornal de desporto, ou até um canal criado por uma casa de apostas.

Portugal ainda tem muito para crescer, seja a nível do comportamento social e no pensamento que se tem pelas apostas como também a sociedade mais “á frente” ainda demora a reagir e a oferecer novos conteúdos sobre o desporto.

Não explicar até ao “tutano” o mesmo, casos de arbitragem e casos de venda e compra de jogadores, ect ect.

Voltamos ao purismo do futebol e à sua essência natural de uma análise pura e dura entre duas equipas com o mesmo objetivo teórico, que é ganhar o jogo!

A realçar que muitos dos comentadores hoje sobre desporto já sabem de apostas e já emitem as suas opiniões com esta valência, Luís Cristóvão por exemplo, que escreve no ApostaGanha, Futre, que também já contribuiu com prognósticos, assim como Luís Freitas Lobo entre outros.

Mas nem estes que já se encontram no mundo da televisão falam ainda sobre isso!

Realmente esperamos por um “UP grande” em Portugal e quero acreditar que daqui a uns anos esteja aqui a escrever a entrada de um programa novo e inédito sobre apostas desportivas e que este artigo atinja de quem de direito e que possa abrir as mentes dos mass media para esta mais-valia e que um dia veja um de vós a falar sobre em ir num Over ou num under 2.5 golos (mais ou menos de 2.5 golos num jogo de futebol).

Um abraço a todos e hoje deu-me para dar um grito do Ipiranga sobre as apostas e que espero que compreendam que é apenas um desabafo de alguém que quer ver este grande mundo das apostas a desenvolver-se num Portugal que é só nosso e que pode ser um exemplo dentro da Comunidade Europeia.

Boas apostas e até ao próximo artigo!

2 Comentários

  1. Aígritos

    14 de Março de 2018 at 21:50

    Bem dado o grito do Ipiranga.
    Gostei de ler.

    Penso que a entrada da SCML no online vai aos poucos neutralizar a ideia que os apostadores online são uns viciados. E isso é bom.

    É claro que também os jogadores de poker online vao continuar ajudar na luta. Pois para muitos deles é a sua única fonte de rendimento.

    Por outro lado, as futuras corridas de cavalos de base territorial também vão ajudar. Pois vão gerar muitos postos de trabalho.
    E quem estiver atento vai ter de render-se a ideia que assistir corridas de cavalos é uma maneira de convívio saudável e ser apostar baterem melhor ainda.

    https://youtu.be/xe78UBwYco8

    De volta ao online:
    Os menos informados nunca vão compreender o porquê de apostar online para ter uma segunda fonte rendimento ou até tentar ser profissional.

    Penso que o rumo é continuar a trabalhar a procura da excelência e a longo prazo cada um vai colher os seus frutos e atingir os objetivos traçados independentemente de ser rotulado como viciado.

    Em relação ao AG, a qualidade diz tudo e quem perder um pouco do seu tempo a pesquisar no fórum, assistir a Rádio (podcasts) vai ver que aqui o trabalho é levado a sério.

    Por exemplo, o simples facto dos membros a concurso nas diferentes ligas terem de justificar as suas tips, só por ai já mostra o nível de profissionalismo pretendido.
    Coisa que ainda não tenho capacidade para o fazer. Mas adoro ler e tentar perceber a linha de pensamento do pessoal a concurso.

    Por agora é tudo e fico aguardar por um possível artigo que fale um pouco sobre as linhas de César.

    Bons Greens

  2. Spinosa

    20 de Março de 2018 at 18:39

    Obrigado pela tua opinião e também pelos reparos. E em relação às linhas de César teremos mesmo que desmitificar essas linhas 😉

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